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'Israel vai se defender', diz Netanyahu após reunião em Viena sobre acordo nuclear

© REUTERS / AMMAR AWADO primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu gesticula enquanto faz um discurso para seus apoiadores após o anúncio das urnas nas eleições gerais de Israel na sede do partido Likud em Jerusalém 24 de março de 2021
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu gesticula enquanto faz um discurso para seus apoiadores após o anúncio das urnas nas eleições gerais de Israel na sede do partido Likud em Jerusalém 24 de março de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 07.04.2021
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Depois do encontro em Viena entre diversos países para decidir o futuro do acordo nuclear, o líder israelense volta a fazer declarações sobre suposta ameaça iraniana a Jerusalém e diz que o país vai se defender.

Nesta terça-feira (6), em uma reunião do partido Likud, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, teceu alguns comentários sobre o Irã após o encontro de várias nações em Viena, na Áustria (neste mesmo dia) para negociações em torno do retorno ao acordo nuclear por parte da República Islâmica e dos Estados Unidos.

Segundo o premiê, o retorno de Teerã com aval internacional pode consentir o desenvolvimento de armas nucleares pelo país, e que nesse caso, Israel estaria pronto para se defender, de acordo com o The Jerusalem Post.

"O perigo de que o Irã retorne - e desta vez com licença internacional - a um caminho que lhe permitirá desenvolver um arsenal nuclear está à nossa porta neste mesmo dia. Não podemos voltar ao perigoso acordo porque um Irã nuclear é uma ameaça existencial e uma grande ameaça à segurança do mundo inteiro. Devemos agir contra o governo fanático do Irã que está simplesmente ameaçando nos apagar da terra [...]. Sempre saberemos nos defender por nós mesmos daqueles que nos buscam para nos matar. Israel vai se defender", disse Netanyahu.

A reunião em Viena contou com a presença de representantes de países europeus, EUA, China, Rússia e Irã, e tinha como um dos objetivos negociar o retorno dos EUA e do Irã ao acordo nuclear conhecido como Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês).

Na segunda-feira (5), Israel já havia declarado apreensão com a postura dos Estados Unidos no encontro depois que o enviado norte-americano a Viena, Rob Malley, fez declarações brandas e diplomáticas sobre o assunto, sem mencionar a intensão norte-americana de impedir que o Irã tenha armas nucleares. Segundo o governo israelense, "se esta é a política americana, estamos preocupados".

© REUTERS / Delegação da União Europeia de VienaRepresentantes de vários países aguardam o início da reunião da Comissão Conjunta do JCPOA em Viena, Áustria, 6 de abril de 2021
'Israel vai se defender', diz Netanyahu após reunião em Viena sobre acordo nuclear - Sputnik Brasil, 1920, 07.04.2021
Representantes de vários países aguardam o início da reunião da Comissão Conjunta do JCPOA em Viena, Áustria, 6 de abril de 2021

Após a reunião, o presidente do Irã, Hassan Rouhani, sugeriu que uma aproximação maior entre os EUA e o Irã havia acontecido e assim, uma nova página havia sido aberta na relação entre os dois países "eu abri uma nova página nas relações internacionais com a reunião de ontem [6]. Se os EUA mostrarem sua integridade, podemos negociar no formato 4+1", disse Rouhani.

Enquanto Irã e Estados Unidos dialogam (e às vezes trocam acusações) publicamente sobre o acordo, Israel sempre deixa claro sua postura radical e temerosa em relação a Teerã, pois acredita que os iranianos tramam uma guerra contra Jerusalém, e que o país persa só entende medidas na "marra", ou seja, o acordo de nada adianta para frear o país persa de ter armas nucleares.

No fim de março, Raz Zimmt, pesquisador do Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Israel, analisou o comportamento do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, para entender se sua "fixação" com o Irã era legítima ou uma ferramenta política.

Zimmt concluiu que seria uma junção de ambas as coisas, pois ao mesmo tempo que Israel enfrenta, de fato, uma ameaça iraniana, ela só seria possível com armas nucleares e enquanto Teerã não as têm, a sensação de iminência de guerra não faria muito sentido, guiando uma fatia do discurso do premiê à manobra política.

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