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Novo relatório confirma envolvimento de príncipe saudita no assassinato de Jamal Khashoggi em 2018

© YASIN AKGULManifestantes realizam ato em homenagem ao jornalista Jamal Khashoggi, em Istambul, Turquia (foto de arquivo)
Manifestantes realizam ato em homenagem ao jornalista Jamal Khashoggi, em Istambul, Turquia (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 25.02.2021
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O lançamento do documento marcaria um novo capítulo na relação EUA-Arábia Saudita, e demonstraria um rompimento com a dinâmica amigável que Donald Trump empreendeu com Riad durante seu governo.

Nesta quinta-feira (25), o governo dos Estados Unidos divulgará o relatório de inteligência que conclui que o príncipe saudita Mohammed bin Salman aprovou o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi em 2018, segundo a NBC News.

Na quarta-feira (24), a secretária de Imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, disse aos repórteres que o presidente Joe Biden se comunicaria com o rei saudita, e não com seu filho, o príncipe herdeiro, sobre o relatório. A secretária confirmou que o documento estava sendo preparado para divulgação em breve. Também na quarta-feira (24), à noite, Biden confirmou aos repórteres que havia lido a reportagem, segundo a mídia.

A avaliação do relatório, baseada em grande parte no trabalho da CIA, não é nova, e já se tinha conhecimento sobre o documento em 2018. Porém, seu lançamento público, marcará um novo capítulo significativo na relação EUA-Arábia Saudita, e uma clara ruptura do presidente Joe Biden com a política do ex-presidente Donald Trump que traçou forte aliança com Riad durante seu mandato, de acordo com a mídia.

Jamal Khashoggi tinha 59, era saudita e trabalhava como colunista do Washington Post quando foi atraído para o consulado saudita em Istambul, na Turquia, em 2 de outubro de 2018, e morto por uma equipe de agentes de inteligência saudita. Equipe essa que teria laços estreitos com o príncipe herdeiro. Seu corpo foi parcialmente desmembrado e os restos mortais nunca foram encontrados.

Depois de negar o assassinato, o governo saudita mudou de curso, e afirmou que Khashoggi foi morto por acidente enquanto a equipe tentava extraditá-lo à força. Os sauditas dizem que o time agiu sozinho e que o príncipe herdeiro não estava envolvido. Oito homens foram condenados em um julgamento que os observadores internacionais chamaram de farsa, cinco receberam a pena de morte. Suas sentenças foram comutadas para 20 anos depois de terem sido supostamente perdoados pelos parentes de Khashoggi.

A CIA apresentou sua avaliação à Casa Branca em 2018, mas ela não pareceu mudar as relações amigáveis ​​entre Trump e Riad, principalmente com príncipe Mohammed bin Salman.

© REUTERS / Kevin LamarquePresidente norte-americano Donald Trump fala com príncipe saudita Mohammed bin Salman durante cimeira dos líderes do G20 em Osaka, Japão (foto de arquivo)
Novo relatório confirma envolvimento de príncipe saudita no assassinato de Jamal Khashoggi em 2018 - Sputnik Brasil, 1920, 25.02.2021
Presidente norte-americano Donald Trump fala com príncipe saudita Mohammed bin Salman durante cimeira dos líderes do G20 em Osaka, Japão (foto de arquivo)

Esse ano, a nova administração de Joe Biden, encerrou o apoio americano à guerra da Arábia Saudita no Iêmen, e, segundo a secretária de Imprensa, "a intenção do presidente, como é a intenção deste governo, é recalibrar nosso compromisso com a Arábia Saudita", disse Psaki citada pela mídia.

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