Caças F-35 têm centenas de falhas por serem demasiado complexos, avaliam especialistas

© AP Photo / Ahn Young-joonCaças F-35 sul-coreanos voam durante Exposição Internacional Aeroespacial e de Defesa de Seul 2019
Caças F-35 sul-coreanos voam durante Exposição Internacional Aeroespacial e de Defesa de Seul 2019 - Sputnik Brasil
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As aeronaves F-35 dos EUA foram desenhadas para operação com vários ramos das Forças Armadas e têm sofrido de falta de testes desde 2017, garantem os especialistas militares Tolga Ozbec e Anil Sahin.

Os 871 defeitos nos caças F-35 são em larga parte devidos à excessiva complexidade dos aviões, de acordo com os especialistas entrevistados pela Sputnik.

Tolga Ozbec, colunista e especialista em aviação, aponta que tal se deve a um sistema que integra funções para ramos diferentes das Forças Armadas. Por sua vez, Anil Sahin, especialista em indústria de defesa, nota que o programa dura há 20 anos e que continuam sendo encontrados "defeitos significativos".

"No ano passado, uma aeronave estava voando a uma velocidade alta demais por ter ocorrido um erro, devido à temperatura do motor ela foi detectada por radares. No entanto, a 'invisibilidade' ao radar é considerada uma das características mais importantes deste tipo de aeronaves", enfatizou.

Outro problema que ele refere é o contínuo adiamento de vários testes dos F-35 desde 2017, "ou devido ao alto custo, ou devido a problemas técnicos, e agora também por causa da pandemia do coronavírus".

Ozbec comenta que a redução das despesas militares, devido ao aumento nos gastos com a pandemia, pode se refletir em uma redução na quantidade de encomendas desses aviões, mas Sahin vai mais longe:

"Os países que estão planejando fazer encomendas podem descartá-las se estiverem em campo de batalha ativo e precisarem urgentemente de uma aeronave militar. No momento, o F-35 não passou pelos testes necessários e não tem capacidade de operar em pleno."

Os testes não concluídos dos F-35 impediram sua produção em massa, levando a que apenas fossem produzidas 600 aeronaves até hoje nas linhas de produção dos EUA, Itália e Japão, refere Ozbec.

Em relação à possível exclusão da Turquia do programa de produção das aeronaves norte-americanas, que continua, ele crê que a fatia detida pelo país, que já pagou muito para continuar nele, é demasiado grande para ser substituída por uma empresa, além também de ser vantajosa para os EUA, crê o colunista.

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