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    Desde 2017 que os aviões de quinta geração norte-americanos têm tido seus prazos de testes adiados devido a problemas técnicos diversos, tendo sido dezembro de 2020 o último prazo rejeitado.

    O Pentágono adiou a produção, estimada em US$ 398 bilhões (R$ 2,07 trilhões) de novos caças F-35 Lightning II de quinta geração, devido a "problemas técnicos e ao impacto da COVID-19" que impedem testes das aeronaves, relatou a agência Bloomberg na quinta-feira (31).

    "Os desafios técnicos e o impacto da COVID-19" atrasaram o preparo da instalação de simulação onde serão realizados os testes sofisticados do sistema de armas mais caro dos EUA, declarou Jessica Maxwell, porta-voz de Ellen Lord, subsecretária do Departamento de Defesa para aquisição e sustentação, quando questionada sobre um memorando de Lord de 18 de dezembro, não divulgado anteriormente, que abandonou a data de decisão agendada para até final de março.

    Maxwell relatou que uma nova data seria "baseada em uma revisão técnica independente".

    Segundo a Bloomberg, Robert Behler, diretor de testes operacionais do Departamento de Defesa, diz em seu último relatório anual, previsto para publicação em janeiro, que se espera agora que os testes de combate, de duração de cerca de um mês, ocorram de meados a final de 2021.

    Maxwell disse que, apesar da decisão tardia, o programa "continuará com a produção inicial de baixa taxa ao ritmo planejado".

    A produção dos aviões F-35 Lightning II foi iniciada em 2010, com os testes planejados originalmente para 2017, mas que têm sido adiados sucessivamente desde então, tendo sido dezembro de 2020 o último prazo rejeitado.

    O objetivo do programa é construir 3.494 caças de quinta geração tanto para EUA como para outros países, sendo que até agora foram construídos mais de 600. No entanto, as aeronaves têm enfrentado problemas como falhas de software de bordo, incapacidade de usar o canhão e atingir alvos móveis no solo, destruição prematura da fuselagem, e outros.

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    Tags:
    Departamento de Defesa dos Estados Unidos, Departamento de Defesa dos EUA, COVID-19, Bloomberg, F-35, EUA
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