Guerra cibernética: OTAN faz treinamento com países-membros para enganar hackers russos

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Prática enganosa de segurança cibernética conhecida como potes de mel (honeypots) já funcionou no passado com hackers russos. Recentemente, Noruega acusou a Rússia de arquitetar ataque contra o Parlamento do país.

Países-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) participaram de um exercício da Coalizão Cibernética da OTAN, que ocorreu na Estônia e em outros locais de 16 de novembro a 20 de novembro. O principal objetivo do exercício foi ensinar aos países-membros técnicas de potes de mel (honeypots), relata o portal Defense One.

Potes de mel é uma técnica utilizada para enganar hackers, uma armadilha para reunir dados sobre possíveis invasores. Consiste em simular falhas de segurança de um sistema e colher informações sobre o hacker.

O exercício, coordenado pelo Centro de Treinamento em Segurança Cibernética da Estônia, atraiu mais de mil participantes. De acordo com a mídia, nos anos anteriores os exercícios se esforçaram para imitar os desafios do mundo real, como as técnicas de guerra híbridas utilizadas pelos russos.

Este ano, "colocamos [para fora] máquinas que são sacrificais, que são o que chamamos de potes de mel […] A ideia é que o adversário ache mais fácil atacar essas máquinas sem saber [que são armadilhas], eles vão fazer isso e estaremos preservando as informações para a OTAN e interagindo com esse adversário", explicou Alberto Domingo, diretor técnico para o ciberespaço do Comando Supremo da Transformação dos Aliados da OTAN.

Ian West, chefe do Centro de Segurança Cibernética da OTAN, não deixou claro se a OTAN atualmente emprega potes de mel em ambientes do mundo real. "Não podemos entrar no que fazemos ou não em termos de nossas táticas […] Usamos todos os meios defensivos que estão disponíveis para defender nossas redes" garantiu West.

Ataque hacker contra Parlamento norueguês

Em 1º de setembro, o Parlamento da Noruega anunciou que tinha sofrido um ataque cibernético na semana anterior e que as contas de e-mail de diversos funcionários e legisladores foram hackeadas.

© AFP 2022 / Elvis BarukcicA ministra das Relações Exteriores da Noruega, Ine Eriksen Soreide
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A ministra das Relações Exteriores da Noruega, Ine Eriksen Soreide

 

"Com base nas informações às quais o governo teve acesso, nossa avaliação indica que a Rússia está por trás dessa atividade", disse na altura a ministra das Relações Exteriores, Ine Eriksen Soreide.

A Noruega é um país-membro da OTAN e faz fronteira com a Rússia no Ártico. O atual secretário-geral da organização é o norueguês Jens Stoltenberg, que já ocupou o cargo de primeiro-ministro do país nórdico. Stoltenberg disse que a organização está preocupada com a possibilidade de a Rússia estar por trás do ataque cibernético, e que confia na avaliação das autoridades de Oslo.

"A OTAN está preocupada porque isso se encaixa em um padrão que já vimos em outros países. Os ataques são inaceitáveis e minam a confiança. […] Por isso, a segurança cibernética é uma parte importante dos mecanismos de defesa da OTAN, e esta é a razão pela qual a OTAN e nossos aliados fortaleceram a nossa segurança cibernética", comentou Stoltenberg em outubro.

Por sua vez, a Embaixada da Rússia em Oslo assinalou em comunicado no Facebook que são "inaceitáveis essas acusações contra o nosso país. Consideramos o que aconteceu uma grave provocação deliberada, prejudicial para as relações bilaterais" e cobrou "explicações do lado norueguês".

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