EUA precisam de aliados para confrontar China, diz relatório

© AP Photo / Andy WongBandeira dos EUA junto a emblema nacional da China (foto de arquivo)
Bandeira dos EUA junto a emblema nacional da China (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Estratégia dos EUA de impor sanções à União Europeia, Japão e Coreia do Sul enfraquece a sua posição em confronto com a China e aumenta o isolamento da potência americana no século XXI, diz relatório.

Relatório publicado pela fundação norte-americana sem fins lucrativos, National Bureau of Asian Research, recomenda uma nova estratégia para os EUA em seu confronto com a China, que prevê engajamento com aliados e investimento em ciência em tecnologia.

"Nenhuma dessas coisas serão facilmente acatadas, especialmente por esta administração", disse o coautor do relatório, Charles Boustany, referindo-se ao governo Donald Trump.

O relatório recomenda um "cessar-fogo" de 16 meses na guerra comercial, cujos custos foram repassados à indústria e ao consumidor norte-americano. As contra-tarifas chinesas, por sua vez, prejudicam significativamente o setor agrícola do país.

"O Congresso está implorando por uma alternativa às tarifas. Elas não parecem ser uma estratégia coerente ou abrangente", disse Boustany à Reuters.

O relatório recomenda o aumento nos gastos com defesa, a fim de reduzir a vulnerabilidade norte-americana à espionagem e sabotagem empreendidas pela China.

Tarifas contra aliados

A administração Donald Trump também impôs –ou ameaçou impor- tarifas contra aliados-chave dos Estados Unidos, como a União Europeia (UE), o Japão e a Coreia do Sul.

"Não faz o mínimo sentido. A magnitude do desafio imposto pela China é muito mais significativa do que qualquer demanda que podemos ter em relação ao comércio com a UE, Japão ou Coreia do Sul", argumentou Bustany.  

Em outubro de 2019, os EUA impuseram cerca de US$ 7 bilhões em tarifas contra produtos franceses, prejudicando principalmente a montadora de aviões Airbus e a indústria de vinhos do país.

© AP Photo / Daniel ColeA indústria de vinhos franceses lida com o impacto de tarifas impostas pelo governo norte-americano, em outubro de 2019
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A indústria de vinhos franceses lida com o impacto de tarifas impostas pelo governo norte-americano, em outubro de 2019

A administração Trump também ameaça repetidamente a imposição de sanções contra a Alemanha, caso esta aumente seu consumo de gás natural russo, concluindo a obra do gasoduto Nord Stream-2 (Corrente do Norte 2).  

O relatório alga que é necessário melhorar a coordenação com os aliados, inclusive para dissipar a opinião, bastante difundida na UE, de que os EUA estariam engajados no confronto com a China somente para garantir a predominância das empresas norte-americanas no mercado chinês

Os autores também demonstraram preocupação com o aumento da influência chinesa no mundo subdesenvolvido, principalmente através de grandes projetos de infraestrutura chineses, como o Nova Rota da Seda.  

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