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    Coronavírus no mundo no final de fevereiro de 2021 (71)
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    Os testes clínicos da combinação das vacinas Sputnik V, Rússia, e da desenvolvida pela AstraZeneca com a Universidade de Oxford, Reino Unido, já começaram, informaram os cientistas através da conta oficial no Twitter da vacina russa.

    1. A imunidade criada pela primeira dose de AstraZeneca impede que a segunda dose seja eficaz (eficácia geral de apenas 55%), a não ser que se espere três meses

    2. Sputnik V resolve isso de maneira elegante por meio de um aumento heterogêneo (usando uma segunda injeção diferente)

    3. Usar a vacina Sputnik V como segunda injeção para a vacina AstraZeneca eliminará a necessidade de esperar três meses. Os ensaios clínicos desta abordagem já começaram.

    4. Sputnik V ofereceu sua segunda injeção à AstraZeneca e a outras vacinas com eficácia abaixo de 90%.

    5. Juntos somos mais fortes! (Principalmente se usarmos duas injeções de vacinas diferentes, no que a Sputnik foi pioneira).

    Os especialistas explicam que "a imunidade criada após a primeira injeção da AstraZeneca impede que a segunda dose seja eficaz", apresentando uma eficácia geral de apenas 55%, a não ser que o paciente inoculado espere três meses para recebê-la.

    "O uso da vacina Sputnik V como o segundo componente da vacina da AstraZeneca elimina a necessidade de esperar durante três meses. Os ensaios clínicos para este fim já começaram", indicaram os especialistas.

    Em 11 de dezembro do ano passado, a AstraZeneca aceitou uma proposta dos criadores da vacina Sputnik V para estudar a possível combinação de ambos os medicamentos.

    Funcionária mostra frasco da vacina da AstraZeneca contra COVID-19 produzida pela Fiocruz, Rio de Janeiro, 12 de fevereiro de 2021
    © AP Photo / Bruna Prado
    Funcionária mostra frasco da vacina da AstraZeneca contra COVID-19 produzida pela Fiocruz, Rio de Janeiro, 12 de fevereiro de 2021

    Neste ano, no início de fevereiro, o Ministério da Saúde do Azerbaijão concedeu autorização para se realizar o primeiro estudo no mundo da combinação das duas vacinas contra a COVID-19, segundo o Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo). Este projeto durará seis meses, sendo desenvolvido em países diferentes, e espera-se contar com, pelo menos, 100 voluntários em cada etapa.

    "Estamos dispostos a desenvolver a cooperação com outros fabricantes para aumentar o número de medicamentos acessíveis e eficazes", declarou o diretor-geral do RFPI, Kirill Dmitriev, considerando que "para derrotar o coronavírus é necessário unir forças e utilizar as soluções mais avançadas".
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    Coronavírus no mundo no final de fevereiro de 2021 (71)

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    Tags:
    COVID-19, saúde, testes, vacinação, Sputnik V
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