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    O Serviço Federal de Segurança da Rússia desclassificou, pela primeira vez, evidências da preparação dos militares japoneses para uma guerra com a URSS, realizada desde 1938.

    Entre os materiais de arquivo está a ordem japonesa nº 70 às unidades do 3º Exército de 9 de agosto de 1938, que foi emitida durante o conflito militar soviético-japonês no lago Khassan.

    Os dados sobre as manobras de Tóquio também são confirmados pelo interrogatório do último comandante-em-chefe do Exército de Guangdong, Otozo Yamada, realizado em dezembro de 1949 durante a preparação do julgamento de Khabarovsk de criminosos de guerra japoneses.

    De acordo com o protocolo, Yamada admitiu que em janeiro de 1938 "tinha dado uma ordem às unidades do 3º Exército para as colocar em prontidão operacional em caso de haver hostilidades contra a União Soviética".

    Yamada foi nomeado comandante do 3º Exército, estacionado na Manchúria, na fronteira com a União Soviética, e em 1944 chefiou o Exército de Guangdong. O comandante militar admitiu que a ordem nº 70 "evidencia uma maior prontidão para a guerra".

    Recepção dos parlamentares do Exército de Guangdong que se rendeu na Segunda Guerra Mundial
    © Sputnik / Sputnik
    Recepção dos parlamentares do Exército de Guangdong que se rendeu na Segunda Guerra Mundial

    Os militares japoneses realizaram um "reconhecimento de combate" em grande escala, avaliando o estado das tropas soviéticas e a confiabilidade de sua defesa, de acordo com especialistas. O Exército Vermelho venceu a batalha de duas semanas com o Japão.

    "As tropas do Exército de Guangdong, para fortalecerem sua prontidão para uma guerra contra a União Soviética, são deslocadas usando parte das forças para se concentrarem na área da fronteira oriental", diz a ordem nº 70.

    Em 27 de setembro de 1940, os países da Aliança do Eixo assinaram em Berlim o Pacto Tripartite, que consolidou a formação de um núcleo de Estados agressivos liderado pela Alemanha, Itália e Japão. O Pacto de Neutralidade Nipônico-Soviético de 1941 permitiu por algum tempo proteger as fronteiras orientais da URSS, mas não mudou o equilíbrio geral das forças.

    Durante a guerra, o Japão permaneceu aliado da Alemanha nazista e não abandonou seu plano bélico contra a União Soviética. Com todas as suas ações, ele violava propositalmente os acordos de neutralidade, desenvolvendo planos de combate e realizando regularmente operações de sabotagem.

    Armas bacteriológicas

    Preparando-se para a guerra contra a URSS e outros países, os círculos dirigentes e os serviços secretos nacionais depositavam grandes esperanças no uso de armas bacteriológicas em condições de combate. Os militaristas japoneses quase as consideravam um meio capaz de desempenhar um papel decisivo na luta contra as tropas inimigas. Entretanto, o Protocolo de Genebra proibia seu uso desde 1928.

    Assinatura do ato de rendição no navio norte-americano USS Missouri na Baía de Tóquio em 2 de setembro de 1945
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    Assinatura do ato de rendição no navio norte-americano USS Missouri na Baía de Tóquio em 2 de setembro de 1945

    Em 8 de agosto de 1945, a URSS, tendo evidências irrefutáveis da preparação de armas bacteriológicas pelo Japão e considerando a aliança entre Berlim e Tóquio, declarou guerra à última. No dia seguinte, começou a campanha dos militares soviéticos no Extremo Oriente consistindo de três operações: a ofensiva estratégica da Manchúria, a ofensiva de Sakhalin do Sul e o desembarque nas Curilas.

    A participação da União Soviética na guerra e a derrota do Exército de Guangdong determinaram a rendição incondicional do Japão. Em 2 de setembro de 1945, seu governo assinou o ato de rendição, marcando o fim da Segunda Guerra Mundial.

    O último momento no fim do conflito foi o julgamento de Khabarovsk, onde o tribunal militar do Distrito Militar Primorsky condenou 12 ex-militares do Exército de Guangdong a penas de prisão por desenvolverem armas proibidas pelo Protocolo de Genebra.

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    Tags:
    União Soviética, Japão, URSS, Segunda Guerra Mundial, guerra, militares, armas
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