13:48 27 Julho 2021
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    A medida tomada por Moscou foi rapidamente condenada pela Ucrânia e pela União Europeia. Washington, por sua vez, analisa a possibilidade de aumentar sua presença militar em Kiev.

    A Rússia vai restringir a navegação de navios militares e oficiais estrangeiros em partes do mar Negro até outubro, uma medida que foi rapidamente condenada pela Ucrânia e pela União Europeia.

    "Das 21h00 de 24 de abril às 21h00 de 31 de outubro, a passagem pelo mar territorial da Federação da Rússia para navios militares estrangeiros e outras embarcações estatais será interrompida", comunicou o Ministério da Defesa russo nesta sexta-feira (16).

    As restrições afetarão a ponta oeste da Crimeia, a costa sul da península de Sevastopol e o estreito de Kerch.

    Um alto funcionário da União Europeia descreveu a medida como um "desenvolvimento altamente preocupante". Para o funcionário a medida contradiz as normas de livre passagem marítima e o direito internacional e intensifica as tensões em torno "do aumento militar do outro lado da fronteira russa com a Ucrânia", disse o funcionário à agência AFP.

    A Rússia e a Ucrânia têm visto suas relações piorar desde 2014, após a crise político-econômica em Kiev que resultou na reunificação da península da Crimeia com a Federação da Rússia. Nas últimas semanas, as tensões entre Moscou e Kiev aumentaram, com a gradação nos confrontos entre o Exército ucraniano e os independentistas do leste da Ucrânia.

    Moscou culpou Kiev pela maior parte das provocações ao longo da zona desmilitarizada e criticou a relutância da Ucrânia em cumprir os Acordos de Minsk, que foram criados para evitar qualquer conflito.

    Embarcações militares russas atracadas no mar Negro, na cidade de Novorossisk, Rússia, 24 de setembro de 2020 (foto de arquivo)
    © Sputnik / Vitaly Timkiv
    Embarcações militares russas atracadas no mar Negro, na cidade de Novorossisk, Rússia, 24 de setembro de 2020 (foto de arquivo)

    Tropas dos EUA na Ucrânia

    Na quinta-feira (15), foi noticiado que os EUA desistiram de seus planos de enviar destróieres ao mar Negro para evitar inflamar as tensões entre Rússia e Ucrânia. Ainda assim, Washington analisará a possibilidade de aumentar sua presença militar na Ucrânia, afirmou nesta sexta-feira (16), a embaixadora em exercício dos EUA na Ucrânia, Kristina Kvien.

    A declaração de Kvien ocorreu logo após uma cerimônia de saudação à oitava rotação de instrutores militares norte-americanos que chegam a Kiev para treinar as tropas. A embaixadora em exercício ressaltou ainda que o governo do presidente norte-americano Joe Biden anunciou recentemente um novo pacote de assistência de segurança de US$ 125 milhões (aproximadamente R$ 705 milhões) para a Ucrânia, que inclui fundos para treinar, equipar e aconselhar os militares ucranianos.

    Soldados da Ucrânia e EUA conversam durante exercícios militares conjuntos (foto de arquivo)
    © AP Photo / Efrem Lukatsky
    Soldados da Ucrânia e EUA conversam durante exercícios militares conjuntos (foto de arquivo)

    De acordo com Kvien, a Ucrânia precisa de ajuda para combater a alegada "agressão apoiada pela Rússia na região de Donbass", insistindo que Kiev não é de forma alguma responsável pelo atual surto de conflitos no leste do país.

    O relato de Kvien contradiz diretamente o Kremlin, que em grande parte culpa a Ucrânia por não manter suas tropas sob controle e por não cumprir suas obrigações com os Acordos de Minsk.

    O primeiro-ministro ucraniano, Denis Shmygal, por sua vez, pediu aos EUA que expandissem seu programa de treinamento de tropas no país, dizendo que é necessário "deter" a suposta "agressão russa".

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    Tags:
    Crimeia, mar Negro, União Europeia, EUA, Ucrânia, Rússia
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