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    Os Estados Unidos desistiram de seus planos de enviar destróieres ao mar Negro para evitar inflamar as tensões entre Rússia e Ucrânia, informou hoje (15) a publicação norte-americana Politico.

    No mês passado, a Marinha da Rússia informou que estava rastreando o destróier de mísseis guiados USS Thomas Hudner, que estava entrando no mar Negro, e anunciou que a Marinha norte-americana tinha notificado a Turquia sobre os planos para uma passagem de rotina de dois destróieres pelos estreitos que ligam o Mediterrâneo ao mar Negro.

    Segundo a Convenção de Montreux de 1936, Ancara é responsável por gerenciar o tráfego marítimo para o mar Negro através dos estreitos de Bósforo e Dardanelos.

    Uma fonte do governo dos EUA familiarizada com o assunto disse à Politico que a passagem dos destróieres não era incomum, nem tinha a intenção de enviar qualquer sinal, pois a Marinha norte-americana geralmente realiza oito ou nove movimentos como este por ano.

    No entanto, depois que alguns confrontos foram registrados entre soldados ucranianos e forças independentistas na região de Donbass, os oficiais norte-americanos decidiram abortar a passagem para evitar uma escalada desnecessária da situação, acrescentou a fonte.

    Segundo o funcionário ouvido pela Politico, os movimentos de embarcações da Marinha estão sujeitos a mudanças em caso de necessidade de manutenção ou de alteração nos planos operacionais. Essa movimentação, em particular, foi descartada por uma "miríade" de razões, entre elas o desejo de não provocar Moscou em um período delicado, acrescentou a fonte.

    Ontem (14), o Pentágono se manifestou sobre o assunto e disse que não comenta "detalhes operacionais". Além disso, o Departamento de Defesa dos EUA assinalou que continua operando regularmente no mar Negro e que não houve nenhuma mudança na capacidade operacional norte-americana ou em sua postura de dissuasão. 

    Por sua vez, a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse hoje (15) que os Estados Unidos e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) estão acusando Moscou de realizar preparativos militares na fronteira com a Ucrânia como pretexto para aumentar sua presença ao longo da fronteira oeste da Rússia, agravando a situação na Ucrânia com o que classificam de "ações provocativas".

    "O número de pedidos de navios militares da OTAN para entrar no mar Negro está crescendo e os voos de bombardeiros estratégicos norte-americanos sobre o mar Negro e a Ucrânia, com a prática de chegar às fronteiras, e o uso de mísseis de cruzeiro, aumentaram significativamente, bem como a intensidade do reconhecimento aéreo próximo da península da Crimeia", declarou Zakharova.

    Segundo a representante oficial do MRE russo, isso significa que, com suas ações de provocação, os países-membros da OTAN estão agravando a situação em torno da Ucrânia, que não é parte da área de responsabilidade da aliança, e estão alimentando o ânimo para "uma espécie de vingança militar". 

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    Tags:
    passagem, navegação, navios de guerra, mar Negro, Turquia, Ucrânia, EUA, Rússia
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