13:47 10 Dezembro 2019
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    Manifestação em La Paz após eleições gerais na Bolívia (arquivo)

    Moscou reconhece Jeanine Áñez como presidente interina da Bolívia

    © REUTERS / Ueslei Marcelino
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    Rússia reconhece Jeanine Áñez como presidente interina boliviana ao passo que considera eventos antecessores à renúncia de Evo Morales equivalentes a um golpe de Estado.

    Em declaração feita a jornalistas, o vice-chanceler russo, Sergei Ryabkov, reconheceu Jeanine Áñez como presidente temporária da Bolívia.

    "Nós vemos aqui uma determinada circunstância, que temos em consideração, que será exatamente ela [Jeanine Áñez] que será considerada líder da Bolívia até ser resolvida a questão da sucessão presidencial por meio de eleições", declarou Ryabkov.

    Entretanto, a autoridade russa ressaltou a desconfiança da Rússia pela falta de quórum no parlamento boliviano durante a votação da candidatura de Jeanine Áñez.

    Sergei Ryabkov também criticou os eventos antecessores à renúncia do ex-presidente Evo Morales e os categorizou como sendo equivalentes a um golpe de Estado.

    "Tudo o que antecipou a troca de poder [na Bolívia] nós consideramos como atos equivalentes de fato a um golpe de Estado."

    Ainda no último dia 11, a chancelaria russa já havia expressado preocupação com a crise na Bolívia.

    "Observamos com preocupação o desenvolvimento dramático dos eventos na Bolívia, onde a onda de violência provocada pela oposição não permitiu que Evo Morales terminasse o seu mandato", disse o Ministério das Relações Exteriores da Rússia em nota.

    Crise na Bolívia

    O país tem sido palco de protestos realizados majoritariamente por simpatizantes da oposição boliviana, insatisfeitos com os resultados das últimas eleições do dia 20.

    Na ocasião, o ex-presidente Evo Morales havia anunciado vitória sobre os candidatos da oposição, ao passo que denúncias de fraude no pleito foram registradas.

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    Tags:
    renúncia, protestos, crise, Rússia, Eleições na Bolívia, Evo Morales
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