10:24 16 Dezembro 2018
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    Encontro entre ministro das Relações Exteriores russo Sergei Lavrov e Secretário de Estado Rex Tillerson

    Chanceler russo: EUA realizam de 'forma mais dura e agressiva' a tese 'América Primeiro'

    © AFP 2018 / Mandel Ngan
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    A atual administração de Washington está implementando da forma mais dura a tese "A América primeiro", declarou o chefe da chancelaria russa, Sergei Lavrov, durante o seu pronunciamento perante estudantes da Universidade de Relações Internacionais de Moscou.

    "A atual administração dos EUA está implementando a tese que foi inerente a todos os seus antecessores, ou seja, ‘A América primeiro, na sua forma mais dura, para não dizer mais agressiva", disse Lavrov.

    Segundo ele, quando os parceiros não se submetem, Washington impõe sanções, restrições, faz ultimatos e ameaças. "Eu não penso que esse método de fazer política no mundo venha a dar bons resultados, mas é a filosofia, o modo de agir da atual administração", ressaltou o ministro.

    Além disso, Lavrov comentou a hostilidade da América em relação à Rússia.

    "Não há hoje problema no mundo em que a Rússia não desempenhe um papel negativo, segundo os representantes americanos, que agora estão simplesmente obcecados com a russofobia. Estou seguro que essa não é uma obsessão a 100 por cento, mas em Washington falar bem da normalização das relações com a Rússia se tornou ‘mauvais ton'", destacou o ministro perante os estudantes.

    Segundo ele, não há muito, o senador Ron Paul e um outro grupo de os senadores norte-americanos visitaram a Rússia e, depois de regressarem aos EUA, "foram alvo de ostracismo".

    "Repito, isto se tornou uma verdadeira epidemia. Aqueles que ousam falar sobre a necessidade de nos sentarmos normalmente, conversarmos, colocarmos as preocupações na mesa e pedirmos ao parceiro que se explique, esses são uma minoria", disse.

    A Rússia, por sua vez, não quer cair na histeria, não quer responder segundo o princípio "olho por olho, dente por dente" e está aberta para conversar, declarou o chefe da chancelaria russa.

    "Sim, nós reagimos às sanções, introduzimos medidas restritivas de resposta, mas não para nos prejudicarmos, mas sim para sinalizar aquelas pessoas concretas que fazem girar o volante da russofobia, algo de que nem os americanos, nem a Europa, nem nós e o resto do mundo precisamos", concluiu o ministro russo.

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    Tags:
    política, América Primeiro, russofobia, Chancelaria, EUA, Rússia
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