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Serguei Turcanu
1 Fevereiro 2014, 18:09

Gagaúzia está pronta para o referendo

Gagaúzia está pronta para o referendo

A Gagaúzia, autonomia da Moldávia, prepara-se para um referendo sobre a questão do seu futuro destino.

Não obstante os obstáculos da parte da Comissão Eleitoral Central da Moldávia, bem como as proibições e ameaças de Chisinau, os deputados da Assembleia Popular da Gagaúzia anunciaram que tencionam ir até ao fim. Os deputados estão mesmo prontos a organizar destacamentos populares especiais para defender o processo de eleição.

Oriente ou Ocidente, União Aduaneira ou União Europeia: a República da Gagaúzia tenciona escolher a direção do seu posterior desenvolvimento neste domingo. Recordamos que, em finais de novembro do ano passado, o Parlamento (Assembleia Popular) da Gagaúzia decidiu realizar um escrutínio na autonomia. Outro ponto de discussão no referendo será a questão do estatuto adiado: o direito da Gagaúzia de sair da Moldávia em caso de esta última perder a independência. Segundo os políticos locais, as declarações frequentes do presidente da Romênia, Traian Besescu, sobre a anexação inevitável da Moldávia contribuem particularmente para agudizar essa questão.

É preciso assinalar que, desde o momento da aprovação pelos parlamentares gagauzes da decisão de realizar o referendo, as autoridades locais e moldavas exerceram sobre eles forte pressão. Por exemplo, o tribunal da capital da autonomia suspendeu a decisão dos deputados gagauses e, depois, a Procuradoria- Geral da Moldávia até abriu um processo-crime segundo o artigo “Abuso de poder”. Além disso, a Comissão Eleitoral Central da Moldávia recusou-se a conceder à Gagaúzia carimbos especiais para a realização do referendo, por isso a população terá de votar com esferográficas. Entretanto, Serguei Cimpoes, deputado da Assembleia Popular da Gagaúzia, considera que os adversários do referendo podem desencadear uma ação de força para não permitir aos habitantes da autonomia votarem. Para garantir a segurança, o deputado está convencido de que se devem formar destacamentos populares armados.

Porém, na prática, todos os analistas são unânimes em afirmar que os resultados deste referendo não serão reconhecidos nem por Chisinau, nem pela comunidade mundial. Segundo a Constituição, a política externa do Estado é definida pelo poder central e o chamado estatuto adiado também está fixado na Lei Suprema. Precisamente por isso, muitos especialistas consideram que o referendo não terá consequências políticas sérias.

Não obstante, eles defendem que faz sentido a realização de um referendo. Os resultados da consulta, mesmo que não sejam reconhecidos pelo poder central poderão, primeiro, unir o pequeno povo gagauze. Segundo, poderão ser utilizados pela direção da autonomia como um argumento sério nas futuras discussões políticas com Chisinau. No que diz respeito aos prognósticos do referendo, numerosos especialistas assinalam que as historicamente fortes disposições pró-russas na autonomia não contribuirão para que os gagauzes se virem para o Ocidente.

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