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    Um destacamento de Forças Especiais britânicas foi enviado para o Iêmen a fim de localizar os autores do ataque a um petroleiro no golfo Pérsico na semana passada, que matou um segurança britânico.

    Conforme afirma o tabloide Daily Express, 40 militares do Serviço Aéreo Especial chegaram ao leste do Iêmen no sábado (7) e a equipe inclui uma unidade de guerra electrónica, capaz de interceptar comunicações.

    De acordo com a mídia, as tropas também vão contar com o apoio de prestadores de serviços locais, que receberam pagamentos do MRE britânico e têm "conhecimento da região", para ajudar a equipe a localizar os alegados atacantes.

    O Daily Express adicionou que Londres aparentemente acredita que o ataque ao navio-tanque foi realizado por rebeldes houthis apoiados pelo Irã, com ajuda de Teerã.

    O veículo de imprensa citou fontes militares britânicas anônimas, que teriam dito que "tudo aponta para o drone ter sido lançado do Iêmen. A preocupação agora é que um drone de longo alcance lhes dê novas capacidades".
    Marinheiros preparam helicóptero MH-60S Sea Hawk, do Esquadrão de Combate Marítimo de Helicópteros (HSC) 12, para iniciar voo do convés do porta-aviões USS Ronald Reagan em resposta a um pedido de assistência do navio Mercer Street no mar Arábico
    © REUTERS / Marinha dos EUA
    Marinheiros preparam helicóptero MH-60S Sea Hawk, do Esquadrão de Combate Marítimo de Helicópteros (HSC) 12, para iniciar voo do convés do porta-aviões USS Ronald Reagan em resposta a um pedido de assistência do navio Mercer Street no mar Arábico

    O Iêmen tem estado envolvido desde 2014 em um conflito armado entre as forças governamentais, lideradas pelo presidente no exílio Abd Rabbuh Mansur Hadi, e o movimento houthi. A coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita, lança frequentemente ataques para apoiar o governo de Hadi, reconhecido pela comunidade internacional, enquanto os houthis continuam controlando grandes partes no norte do país, incluindo a capital, Sanaa.

    Teerã condena acusações 'infundadas' do G7

    Ao menos duas pessoas morreram quando o Mercer Street, petroleiro sob bandeira liberiana administrado pela empresa israelense Zodiac Maritime, foi atacado na costa de Omã em 30 de julho. Israel apontou de imediato ao chefe do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica do Irã, Saeed Ara Jani, enquanto Teerã negou todas as acusações.

    O Ministério das Relações Exteriores do Irã denunciou há poucos dias as acusações feitas pelo G7 relativamente ao incidente com o navio.

    "Condenamos veementemente o comunicado infundado dos chanceleres do G7 e do alto representante da União Europeia para os Assuntos Exteriores e Política de Segurança, em que fizeram declarações sem fundamento contra a República Islâmica do Irã", disse o porta-voz iraniano, Saeed Khatibzadeh, em comunicado no sábado (7).

    Recentemente, o G7 atribuiu a culpa pelo ataque ao Irã, alegando que Teerã violou o direito internacional e ameaçou a paz na região.

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    Tags:
    Irã, ataque, petroleiro, Golfo de Omã, Reino Unido
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