06:01 03 Agosto 2021
Ouvir Rádio
    Oriente Médio e África
    URL curta
    0 22
    Nos siga no

    A maior refinaria de petróleo da África do Sul, situada na província de Kwazulu-Natal e operada pela empresa Sapref, suspendeu suas atividades devido às preocupações de segurança e problemas logísticos surgidos em meio aos tumultos no país.

    A empresa, uma joint venture entre a Royal Dutch Shell e a BP, capaz de produzir diariamente 180.000 barris de combustível, foi fechada "devido aos contínuos distúrbios e interrupção das rotas de entrega e abastecimento", declarou a companhia à Bloomberg.

    A decisão foi tomada depois de uma consideração cuidadosa dos riscos envolvidos, inclusive a segurança dos trabalhadores e a necessidade de operar sem suprimentos confirmados, explica a empresa.

    A violência generalizada nos últimos dias no país levou a atrasos no abastecimento de diferentes mercadorias. Assim, por exemplo, a Sasol Ltd., fabricante local de produtos químicos e combustíveis, informou sobre interrupções nas entregas aos clientes.

    • Manifestantes durante protestos na África do Sul, Peacevale, 9 de julho de 2021
      Manifestantes durante protestos na África do Sul, Peacevale, 9 de julho de 2021
      © REUTERS / Rogan Ward
    • Policiais atiram em manifestantes durante tumultos após condenação do ex-presidente sul-africano Jacob Zuma, Joanesburgo, 13 de julho de 2021
      Policiais atiram em manifestantes durante tumultos após condenação do ex-presidente sul-africano Jacob Zuma, Joanesburgo, 13 de julho de 2021
      © REUTERS / Sumaya Hisham
    • Policiais inspecionam o corpo de uma vítima em meio aos protestos em Katlehong, África do Sul, 12 de julho de 2021
      Policiais inspecionam o corpo de uma vítima em meio aos protestos em Katlehong, África do Sul, 12 de julho de 2021
      © REUTERS / Siphiwe Sibeko
    • Centro comercial em chamas em meio aos tumultos, Pietermaritzburg, na África do Sul, 13 de julho de 2021
      Centro comercial em chamas em meio aos tumultos, Pietermaritzburg, na África do Sul, 13 de julho de 2021
      © REUTERS / Sibonelo Zungu
    • Manifestantes no exterior de centro comercial e perto de barricada em chamas em Durban, África do Sul, 12 de julho de 2021
      Manifestantes no exterior de centro comercial e perto de barricada em chamas em Durban, África do Sul, 12 de julho de 2021
      © AP Photo / Andre Swart
    1 / 5
    © REUTERS / Rogan Ward
    Manifestantes durante protestos na África do Sul, Peacevale, 9 de julho de 2021

    Até esta quarta-feira (14), ao menos 72 pessoas morreram e mais de 1.200 foram detidas na África do Sul, na sequência de grandes manifestações, que degeneraram em saques e distúrbios.

    Os protestos no país africano tiveram início na última sexta-feira (9), quando o ex-presidente sul-africano Jacob Zuma começou a cumprir uma pena de 15 meses de prisão, após ser condenado por se recusar a cooperar com uma investigação judicial sobre alegados casos de corrupção durante seu mandato.

    Em 12 de julho, o atual presidente do país, Cyril Ramaphosa, enviou tropas às ruas das duas províncias mais populosas: Gauteng, que abriga o centro econômico do país – Joanesburgo, e Kwazulu-Natal, a província natal de Zuma, para ajudar a polícia a esmagar a violência.

    Mais:

    Descoberta sepultura humana mais antiga da África (FOTOS)
    Plano de evacuação é ativado após um dos vulcões mais ativos da África entrar em erupção (VÍDEOS)
    EUA oferecem US$ 7 milhões por informações sobre líder da Al-Qaeda no norte da África
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar