03:57 03 Agosto 2021
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    Um contingente de mil homens será enviado a Moçambique para ajudar o país a combater uma escalada da insurgência ligada ao Daesh (organização terrorista proibida na Rússia) que ameaça sua estabilidade.

    Nesta nesta sexta-feira (9), Ruanda anunciou que começou a enviar tropas a Moçambique para ajudar a combater uma escalada da insurgência ligada ao grupo extremista Daesh, que ameaça sua estabilidade. No total, serão enviados mil homens no apoio ao país. 

    No mês passado, os 16 membros da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sigla em inglês) aprovaram o envio de uma força conjunta para ajudar Moçambique a responder ao conflito jihadista que se concentra no norte da província de Cabo Delgado.

    Soldados de Ruanda, que não são membros da SADC, lutariam ao lado das forças de Moçambique e da SADC, segundo o governo ruandês.

    "O contingente ruandês apoiará os esforços para restaurar a autoridade do Estado moçambicano através da realização de operações de combate e segurança, bem como de estabilização e reforma do setor de segurança", diz o comunicado.
    O presidente moçambicano Filipe Nyusi, à esquerda, e o Presidente do Zimbabué Emmerson Mnangagwe, à direita, juntam-se aos líderes da SADC durante uma reunião na capital de Moçambique, Maputo, 8 de abril de 2021
    © AP Photo / Ferhat Momade
    O presidente moçambicano Filipe Nyusi, à esquerda, e o Presidente do Zimbabué Emmerson Mnangagwe, à direita, juntam-se aos líderes da SADC durante uma reunião na capital de Moçambique, Maputo, 8 de abril de 2021

    Os confrontos começaram em outubro de 2017 e milhares de civis, soldados e insurgentes foram mortos na violência. O porta-voz das forças de defesa de Ruanda, Ronald Rwivanga, disse à Reuters que a nova força teria sido totalmente destacada no sábado (3).

    Ele disse que o contingente ruandês é composto por membros da força policial e tropas treinadas "para lidar com o terrorismo e questões relacionadas com a segurança naquela província do norte".

    Quase 800 mil pessoas foram deslocadas em Cabo Delgado e os combates interromperam um projeto de gás natural de US$ 20 bilhões (mais de R$ 105 bilhões) liderado pela gigante petrolífera Total.

    A decisão da SADC encerrou meses de deliberação dentro do bloco sobre o que era necessário para deter a insurgência que ameaça abrir a primeira frente jihadista da África Austral. A população de Moçambique é maioritariamente cristã, enquanto Cabo Delgado é uma das poucas províncias com maioria muçulmana.

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    Tags:
    Daesh, insurgência, tropas, Ruanda, jihadista, Moçambique
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