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    Esta semana, o destróier Sahand e o avançado navio-base Makran, da Marinha iraniana, receberam dois novos reforços: a fragata Dena e o caçador de minas Shahin. A frota navega pelo oceano Atlântico em missão desconhecida.

    Os navios da Marinha iraniana que estariam indo para a Venezuela mudaram de curso no início desta semana e agora estão navegando para o norte até a costa oeste da África, disseram autoridades norte-americanas ouvidas pelo portal Politico.

    O destróier Sahand e o avançado navio-base Makran navegam pelo oceano Atlântico em missão desconhecida e esta semana receberam o reforço de uma fragata, denominada Dena, e um caçador de minas, denominado Shahin.

    As autoridades norte-americanas, que anteriormente alegaram que os navios podem estar transportando armas para Caracas, acreditam que a campanha diplomática para instar governos a não aceitar os navios iranianos foi bem-sucedida.

    Navio militar iraniano em foto divulgada pela Marinha do Irã em 10 de junho 2021
    © AP Photo / Exército iraniano
    Navio militar iraniano em foto divulgada pela Marinha do Irã em 10 de junho 2021
    "[…] Depois da mudança de curso no início desta semana, eles [os navios iranianos] provavelmente estão indo para o Mediterrâneo, potencialmente planejando navegar ao largo da Síria, ou para o norte, em direção à Rússia", escreve a mídia a partir do relato de um oficial da Defesa dos EUA informado sobre a situação e que falou sob condição de anonimato.

    Analistas recordam que a navegação de navios de Teerã no Atlântico é legítima, assim como o suposto abastecimento por meio desses navios de armas à Venezuela, uma vez que o embargo da ONU que impedia o Irã de comprar ou vender armas se extinguiu em 2020.

    Mas, quer os navios cruzem o oceano Atlântico ou não, sua jornada até agora tem sido uma demonstração significativa da capacidade naval do Irã, garante a mídia. Na semana passada, navios de guerra iranianos contornaram o Cabo da Boa Esperança pela primeira vez.

    O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif (à esquerda) encontra seu homólogo venezuelano, Jorge Arreaza, em Caracas, Venezuela, 5 de novembro de 2020
    © AP Photo / Matias Delacroix
    O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif (à esquerda) encontra seu homólogo venezuelano, Jorge Arreaza, em Caracas, Venezuela, 5 de novembro de 2020

    'Parceiros Violentos'

    O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ned Price, recusou-se a comentar sobre o destino dos navios na coletiva de imprensa na quinta-feira (17), mas confirmou que a Casa Branca estava "monitorando os acontecimentos" e alertou que os EUA estão preparados para aplicar novas sanções "contra qualquer ator que permita o fornecimento contínuo de armas ao Irã para parceiros violentos".

    Price, todavia, não esclareceu porque caracterizou a Venezuela como "parceiro violento" do Irã. Caracas não se envolveu em nenhuma guerra desde a Segunda Guerra Mundial, quando se juntou aos EUA e outras potências aliadas contra o nazifascismo.

    Irã e Venezuela passaram décadas trabalhando para estabelecer uma parceria estratégica, não permitindo que a vasta distância entre as nações e suas ideologias de governo radicalmente diferentes atrapalhe sua cooperação. Nos últimos dois anos, apesar de sofrer as sanções dos EUA, Teerã ajudou Caracas a superar as restrições de Washington contra a nação latino-americana, fornecendo, entre outras coisas, gasolina e alimentos.

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    Tags:
    oceano Atlântico, Atlântico, EUA, Irã, Venezuela, navios, navio
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