10:39 25 Setembro 2021
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    O coordenador humanitário da ONU para a Somália disse nesta quarta-feira (28) que a retomada da violência na capital do país, Mogadíscio, forçou entre 60 mil e 100 mil pessoas a fugirem de suas casas.

    No último domingo (25), eclodiram confrontos entre as forças leais ao presidente e a oposição. No início do mês, o presidente Mohamed Abdullahi Mohamed, cujo mandato expirou oficialmente em fevereiro, assinou uma lei estendendo seu mandato atual por dois anos.

    Na terça-feira [27], @UNSomalia condenou o surto de violência em Mogadíscio e encorajou a retomada do diálogo e esforços contínuos para reunir todas as partes.

    O primeiro-ministro Mohamed Hussein Roble e dois estados somalis emitiram um comunicado exigindo o cancelamento da prorrogação. As forças armadas filiadas à oposição tomaram várias áreas importantes em Mogadíscio.

    "Estou extremamente preocupado com a deterioração da situação de segurança em Mogadíscio. Além de deslocar civis inocentes, a violência inicial criou incerteza e medo de interrupções na assistência humanitária para centenas de milhares de pessoas vulneráveis ​​em toda a cidade", disse o coordenador humanitário em exercício da ONU para a Somália, Cesar Arroyo.

    De acordo com o funcionário da ONU, cerca de 173 mil somalis foram deslocados desde janeiro deste ano devido à escalada da violência no país. O conflito armado está aumentando e afeta desproporcionalmente os mais vulneráveis, conforme disse em comunicado.

    Civis fogem após tiros entre facções das forças de segurança da Somália no distrito de Hodan, em Mogadíscio, Somália, 26 de abril de 2021.
    © REUTERS / FEISAL OMAR
    Civis fogem após tiros entre facções das forças de segurança da Somália no distrito de Hodan, em Mogadíscio, Somália, 26 de abril de 2021
    "Ao contrário dos dois anos anteriores, a maior parte dos deslocados na Somália este ano está relacionada ao conflito. Exorto as partes em conflito a respeitar o Direito Internacional Humanitário e sua obrigação de proteger os civis", observou Arroyo.

    A nação do Chifre da África, um dos países mais pobres do mundo, é considerada um "estado falido". O país está dividido em várias partes desde 1991. O governo federal oficial, reconhecido pela comunidade internacional, controla a capital e várias outras áreas. O resto do país é administrado por entidades semiestatais — como Somalilândia e Puntland — e grupos terroristas.

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    Tags:
    Somália, África, conflito, ONU, crise humanitária
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