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    Segundo o embaixador israelense, Gilad Erdan, somente as sanções e uma forte investida militar poderiam parar o programa nuclear iraniano, e não a diplomacia através do acordo.

    Nesta terça-feira (16), o embaixador israelense, Gilad Erdan, disse que Israel pode não dar suporte para o presidente norte-americano, Joe Biden, na estratégia em relação ao retorno dos EUA ao acordo nuclear com o Irã, segundo o The Jerusalem Post.

    "Não seremos capazes de fazer parte de tal processo se o novo governo voltar a esse acordo", disse Erdan, citado pela mídia.

    Israel não fez parte do acordo nuclear assinado em 2015, conhecido como Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês). O país tem poderosos defensores dentro do Congresso dos Estados Unidos, no entanto, existem ameaças do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de tomar uma ação militar unilateral contra o Irã se ele considerar que a diplomacia não está resolvendo suas questões com o Estado iraniano.

    "Achamos que se os Estados Unidos voltarem ao mesmo acordo de que já se retiraram, toda a sua influência será perdida", disse o embaixador.

    Para Erdan, somente as sanções já existentes, ou até mesmo a criação de novas, junto a ameaças militares firmes, seriam capazes de impedir o avanço nuclear de Teerã.

    "Parece que apenas sanções paralisantes - manter as sanções atuais e até adicionar novas sanções combinadas com uma ameaça militar confiável - [...] podem levar o Irã a negociações reais com os países ocidentais que podem, em última instância, produzir um acordo verdadeiramente capaz de evitar seu avanço [em armas nucleares]", disse o embaixador.

    Os comentários de Gilad Erdan acontecem em um momento delicado para o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Candidato à reeleição no próximo mês, o premiê até agora não recebeu uma ligação do novo presidente dos EUA, Joe Biden, desde o dia de sua posse em 20 de janeiro.

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    Tags:
    JCPOA, EUA, Irã, israel
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