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    Na segunda-feira (11), o contra-almirante Alireza Tangsiri, atual comandante da Marinha do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) declarou que a República Islâmica tinha "controle total" do golfo Pérsico, em meio das crescentes tensão entre Washington e Teerã.

    Dois navios de guerra avançados e nacionalmente fabricados entraram ao serviço com a frota do sul da Marinha do Irã, no golfo de Omã, perto do estratégico estreito de Ormuz, conforme reporta a agência de notícias persa Mehr.

    Uma das embarcações é a corveta lançadora de mísseis de alta velocidade Zereh, equipada com armamento sofisticado para "aumentar as capacidades de combate da Marinha" nas águas do sul da nação persa, de acordo com a agência.

    A segunda consiste no carregador porta-helicópteros Makran, com 231 metros de comprimento, que é capaz de carregar até sete helicópteros e alguns veículos aéreos não tripulados.

    O contra-almirante Tangsiri insistiu que os EUA "não têm opção a não ser a retirada da região do golfo", que é "a casa" do Irã e "dos países muçulmanos na região sul" da área.

    Estas declarações ocorrem menos de uma semana depois da revelação de que o Irã possui uma base de mísseis ultrassecreta pertencente à Marinha do IRGC. Esta base, segundo o comandante Hossein Salami, será "uma das várias bases que abrigam mísseis estratégicos da Marinha [do IRGC]".

    Em outro desenvolvimento também ocorrido na semana passada, imagens de satélite divulgadas pela empresa privada norte-americana Planet Labs mostram o que parece ser um centro de atividades de navios do IRGC no estreito de Ormuz.

    Localizado entre o golfo Pérsico e o golfo de Omã, este estreito é um canal crucial para os produtores de petróleo, que o usam para transportar o seu produto do Oriente Médio para mercados ao redor do mundo.

    Em dezembro do ano passado, o porta-voz do governo iraniano, Ali Rabiei, alertou os EUA contra o "aventureirismo extraterritorial", após um comunicado da Marinha norte-americana dizendo que o submarino da classe Ohio com propulsão nuclear USS Georgia e vários cruzadores tinham atravessado o estreito de Ormuz.

    As tensões Teerã-Washington têm vindo a aumentar desde o início de janeiro de 2020, quando o major-general iraniano Qassem Soleimani foi assassinado em um ataque de drones autorizado pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

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    Tags:
    tensão geopolítica, EUA, golfo Pérsico, Estreito de Ormuz, Oriente Médio, Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica, Irã
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