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    Os confrontos entre as forças de segurança afegãs e militantes continuam apesar das conversações de paz em curso em Doha, no Qatar, nas quais Washington e o Talibã assinaram um acordo de paz.

    Os Estados Unidos lançaram um ataque aéreo contra o Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) na província de Wardak, no centro do Afeganistão, afirmou na segunda-feira (26) o coronel Sonny Leggett, porta-voz das forças norte-americanas.

    De acordo com o comunicado, houve vítimas fatais entre os militantes do Talibã.

    As Forças Armadas dos EUA conduziram um ataque enquadrado em Nerkh, Wardak na noite passada, em defesa das ANDSF [sigla em inglês das Forças de Segurança e Defesa Nacional Afegãs] e conforme o Acordo EUA-Talibã, matando cinco combatentes do Talibã. Rejeitamos as alegações de violação do acordo e de assassinato de afegãos inocentes.

    No domingo (25), o representante especial dos EUA para a Reconciliação do Afeganistão, Zalmay Khalilzad, anunciou que 12 crianças haviam sido mortas e muitas mais feridas em um ataque aéreo das forças do governo afegão realizado na província de Takhar, no nordeste afegão. Khalilzad também pediu a redução da violência no país e a aceleração de um acordo político.

    Em 18 de outubro, o Talibã acusou as forças norte-americanas de violar o pacto de não-agressão entre os dois lados ao realizar ataques aéreos às posições do grupo no sul e oeste do Afeganistão. Os EUA rejeitaram categoricamente as reivindicações, alegando que os ataques aéreos foram conduzidos apenas em conjunto com as ANDSF.

    Nas últimas semanas, centenas de militantes do Talibã foram mortos em lutas contra as forças do governo afegão e em ataques aéreos dos EUA.

    Os ataques continuam, apesar do acordo de paz em vigor entre os dois lados, assinado no início deste ano em Doha, Qatar. Segundo o acordo, assinado entre os EUA e o Talibã em 29 de fevereiro, as forças armadas estrangeiras devem se retirar do Afeganistão em troca da promessa do Talibã de impedir que o país se torne um refúgio para grupos terroristas.

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    Tags:
    Takhar, Zalmay Khalilzad, Maidan Wardak, Afeganistão, EUA, Talibã
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