05:03 29 Outubro 2020
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    O presidente do Líbano, Michel Aoun, admitiu nesta segunda-feira (21) que não há uma solução clara para o impasse político que impediu a criação de um novo governo, alertando que seu país está à beira do abismo.

    Aoun declarou que o país vai "para o inferno" se um governo não for formado logo, e propôs se livrar das cotas sectárias nos principais ministérios para acelerar o processo. O presidente libanês explicou que apenas um "milagre" resolveria o impasse entre os partidos xiitas de um lado e o primeiro-ministro sunita Mustapha Adib e seus apoiadores do outro.

    "Com o endurecimento das posições, não parece haver nenhuma solução no horizonte, porque todas as soluções propostas equivalem a um 'vencedor e um vencido'", lamentou Aoun durante um discurso na televisão.

    Os cargos do gabinete deveriam ser preenchidos até 15 de setembro, mas as negociações estacionaram quando o assunto foi qual parte deveria controlar o Ministério das Finanças.

    Mustapha Adib fala à imprensa em Baabda após ser nomeado como primeiro-ministro do Líbano
    © REUTERS / Mohamed Azakir
    Mustapha Adib fala à imprensa em Baabda após ser nomeado como primeiro-ministro do Líbano

    Adib exortou seus colegas a cumprir um plano político proposto pelo presidente francês Emmanuel Macron, que diz que o Líbano deve realizar reformas se espera garantir a tão necessária ajuda externa.

    "Qualquer atraso adicional agrava e aprofunda a crise", afirmou o primeiro-ministro libanês em um comunicado. "O Líbano não pode se dar ao luxo de perder tempo em meio ao número sem precedentes de crises que está passando".

    A crise política no Líbano acontece após uma explosão terrível na zona portuária da capital Beirute em 4 de agosto, que matou mais de 200 pessoas e levou todo o governo a renunciar.

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    Tags:
    crise política, diplomacia, política, Michel Aoun, França, Beirute, Líbano
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