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    O presidente libanês Michel Aoun nomeou nesta segunda-feira (31) o embaixador do país na Alemanha, Mustapha Adib, como o novo primeiro-ministro e o encarregou de formar o governo em meio à grave crise social e política que a nação vive após uma tragédia em Beirute.

    A nomeação de Adib acontece após a renúncia do gabinete do ex-premiê Hassan Diab, ocasionada pelos reflexos vividos pelo Líbano depois de uma mortal explosão no porto de Beirute, informou a assessoria de imprensa de Aoun.

    No início do dia, Aoun conversou com altos funcionários do país e facções políticas sobre a nomeação de um novo chefe de governo, com a maioria deles apoiando a candidatura de Adib para este cargo.

    "O presidente Aoun convocou o embaixador Mustapha Adib para incumbi-lo da formação de um novo governo", escreveu o gabinete libanês no Twitter, citando a Diretoria Geral.

    Adib agradeceu ao presidente e ao Parlamento do Líbano pela nomeação e prometeu formar um governo o mais rápido possível.

    "Não há tempo para promessas e desejos. Há apenas tempo para o trabalho de todas as forças e uma unidade nacional pela recuperação de nossa Pátria", disse o político aos jornalistas.
    Jovens voluntárias durante trabalhos de limpeza em Beirute, destruída após as explosões de 4 de agosto, Líbano
    © AFP 2020 / Joseph Eid
    Jovens voluntárias durante trabalhos de limpeza em Beirute, destruída após as explosões de 4 de agosto, Líbano

    O novo premiê libanês enfatizou que todas as forças políticas reconhecem as oportunidades limitadas do Líbano para escapar da crise atual e compreender a necessidade de formar rapidamente um movimento e iniciar reformas.

    Adib é embaixador em Berlim desde julho de 2013. Além disso, o funcionário foi assessor do ex-primeiro-ministro Najib Mikati durante seu mandato entre 2011 e 2013.

    A administração do ex-primeiro-ministro Hassan Diab deixou o cargo logo depois que uma explosão devastadora no porto de Beirute em 4 de agosto, que matou pelo menos 190 pessoas e feriu mais de 5 mil. Segundo as autoridades libanesas, a explosão foi causada pelo armazenamento indevido de 2.750 toneladas de nitrato de amônio.

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    Tags:
    indicação, Michel Aoun, tragédia, crise política, explosão, Beirute, Líbano
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