06:09 23 Outubro 2020
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    O ministro das Relações Exteriores francês pediu a formação de um novo governo no Líbano e a implementação de reformas de "emergência".

    O chanceler da França, Jean-Yves Le Drian, pediu às autoridades libanesas que iniciem reformas estruturais de "emergência" e que seja formado um novo governo. "O risco hoje é o desaparecimento do Líbano, motivo pelo qual devem ser tomadas medidas", instou.

    "Há uma emergência [...] O país está à beira da desgraça, à beira do abismo. Metade da população vive abaixo do nível de pobreza, há uma juventude desamparada, o desemprego é terrível e a inflação é assombrosa", disse o chanceler nesta quinta-feira (27) à RTL, sublinhando "o risco de desaparecimento do Líbano".

    "Todo mundo sabe que reformas são necessárias [...], a reforma do mercado, a reforma do setor bancário", detalhou Le Drian, acrescentando que a responsabilidade pela situação atualmente está na mão das autoridades libanesas.

    Se as reformas essenciais não forem garantidas, "a comunidade internacional não estará presente", advertiu o ministro. "Não vamos assinar um cheque em branco para um governo que não implementa as reformas que todos conhecem", disse.

    Em 4 de agosto, mais de 170 pessoas morreram e ao menos seis mil ficaram feridas após uma potente explosão no porto da capital libanesa. A ONU pediu que a comunidade internacional destine US$ 565 milhões (R$ 3,16 bilhões) para ajudar a população do país.

    Armazém de grãos danificado por explosão na área portuária de Beirute, Líbano, 7 de agosto de 2020
    © REUTERS / Aziz Taher
    Armazém de grãos danificado em Beirute após explosão

    Após a explosão ocorreram protestos massivos em Beirute. Os manifestantes tomaram vários ministérios, lançaram pedras e bloquearam uma rua próxima ao Parlamento. Em 10 de agosto, o primeiro-ministro do Líbano, Hassan Dia, anunciou a demissão do seu gabinete.

    O presidente francês, Emmanuel Macron, que visitou o país árabe em 6 de agosto, dois dias após a catastrófica explosão, visitará o Líbano novamente em 1º de setembro.

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    Tags:
    Ministério das Relações Exteriores, comunidade internacional, França, explosão, Líbano
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