16:45 27 Outubro 2020
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    COVID-19 no mundo em meados de setembro (32)
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    Cerca de sete mil policiais e soldados são convocados para garantirem novo lockdown contra a COVID-19 em Israel, iniciado nesta sexta-feira (18) na véspera do Rosh Hashaná, o ano novo judaico.

    Desta forma, a medida, inicialmente válida para três semanas, poderá ser prolongada no futuro, caso as autoridades israelenses julguem necessário.

    O início do segundo lockdown se dá em um período de diversas festividades como o Rosh Hashaná, o ano novo judaico, que acontece nesta sexta-feira (18), e o Simchat Torá, quando a leitura anual é encerrada e retomada, marcado para a noite entre os dias 9 e 10 de outubro.

    O lockdown já começou com restrições ao movimento dos cidadãos. Desta forma, os moradores de Israel não deverão se distanciar por mais de mil metros de suas casas.

    Estará permitida a saída de casa para parques, parquinhos infantis e também para orações do Yom Kippur (Dia do Perdão, na tradução do hebraico) a ser comemorado entre 27 e 28 deste mês.

    Os cidadãos poderão se afastar por mais de mil metros de suas casas somente para trabalhar, comprar comida, remédios e produtos de primeira necessidade, prestação de ajuda a pessoas em má condição de saúde, funeral, cerimônia de circuncisão, tribunal, ao parlamento Kenesset e para doação de sangue.

    Além disso, as manifestações não foram proibidas durante o lockdown, assim como a prática de esporte com a família e em competições, desde que não se use um automóvel para tal fim.

    Também as práticas religiosas foram zeladas, sendo assim os cidadãos poderão ir às compras de produtos ligados à fé e diferentes rituais, como o banho feminino Mikvá e a Festa das Cabanas, ligada ao Sucot.

    Proibições

    Contudo, estão proibidos o lazer na praia, reuniões com mais de dez pessoas em recintos fechados e mais de 20 pessoas em áreas ao céu aberto.

    O transporte público e os estabelecimentos comerciais vão funcionar com restrições. Escolas, restaurantes, clubes esportivos e centros de diversão ficarão fechados.

    O Aeroporto Internacional Ben Gurion continuará funcionando de acordo com as regras introduzidas para aqueles que chegarem e partirem do país.

    A proibição de entrada de estrangeiros ao país está em vigor desde março passado.

    Policiais nas ruas

    Para a manutenção do cumprimento da lei, o governo israelense destacou milhares de soldados e policiais, que poderão aplicar multas aos infratores.

    A multa pelo não uso de máscara chega a 500 shekels (cerca de R$ 760). Já a concentração excessiva de pessoas em um lugar traz pena de 1.000 shekels (aproximadamente R$ 1.530), soma que também deverá ser paga caso o cidadão se afaste de sua casa por mais de 500 metros.

    Necessidade de 2º lockdown

    Enquanto Israel se torna o primeiro país a repetir o lockdown contra a COVID-19, o premiê Benjamin Netanyahu dessecou justificativa para tal medida em cadeia nacional na quinta-feira (17), segundo publicou o The Times of Israel.

    "O sistema de saúde levantou bandeira vermelha [...]. Eles fizeram tudo o que puderam para abater o balanço entre as necessidades de saúde e as necessidades econômicas", afirmou Netanyahu.

    Além disso, o governo anunciou um programa de ajuda econômica para os microempresários e cidadãos que poderão ter prejuízos devido às restrições.

    Entre os pontos do programa está a redução de 10% do salário do alto funcionalismo público, mudança nos critérios para o recebimento de ajuda aos microempresários, aceleração na obtenção de pagamentos do governo, e ajuda no pagamento de imposto municipal.

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    Tags:
    Benjamin Netanyahu, quarentena, novo coronavírus, Israel, COVID-19, doença, pandemia
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