21:38 31 Maio 2020
Ouvir Rádio
    Oriente Médio e África
    URL curta
    781
    Nos siga no

    O ministro das Relações Exteriores do Irã disse que seu país não descarta negociar com os Estados Unidos, mesmo após o ataque dos EUA com um drone que matou um general iraniano de alto escalão, segundo uma entrevista publicada neste sábado.

    Mohammed Javad Zarif afirmou à revista alemã Der Spiegel que "nunca descartaria a possibilidade de as pessoas mudarem de abordagem e reconhecerem as realidades", em entrevista realizada na sexta-feira em Teerã.

    As tensões entre Washington e Teerã aumentaram desde 2018, quando o presidente Donald Trump retirou os Estados Unidos do acordo nuclear com o Irã. Desde então, os EUA impuseram mais uma vez sanções duras que paralisaram a economia do Irã.

    No entanto, Zarif declarou que o Irã ainda está disposto a conversar, apesar de ter reiterado a demanda anterior de seu país de que os Estados Unidos primeiro teriam que retirar as sanções contra Teerã.

    "Para nós, não importa quem está sentado na Casa Branca, o que importa é como eles se comportam", acrescentou, citado pela Der Spiegel. "O governo Trump pode corrigir seu passado, suspender sanções e retornar à mesa de negociações. Ainda estamos na mesa de negociações. Eles foram os que partiram".

    Trump argumenta que o acordo nuclear de 2015 deve ser renegociado porque não abordou o programa de mísseis balísticos do Irã ou sua participação em conflitos regionais. Os outros signatários do acordo nuclear (Alemanha, França, Grã-Bretanha, China e Rússia) têm lutado para manter o pacto vivo.

    Após o ataque com um drone americano em 3 de janeiro, que matou o general da Guarda Revolucionária Qassem Soleimani, o Irã anunciou que não atenderia mais a nenhuma das limitações do acordo para suas atividades de enriquecimento nuclear. O país então retaliou em 8 de janeiro, lançando mísseis balísticos contra duas bases no Iraque que abrigam tropas americanas, causando ferimentos entre os soldados de lá, mas nenhuma morte.

    Mais:

    Ataque do Irã pode ter deixado mais soldados feridos do que revelação anterior dos EUA
    Rouhani afirma que Irã nunca buscará armas nucleares, com ou sem acordo
    Irã pôs Albânia na mira após assassinato de Soleimani
    Tags:
    Plano Conjunto de Ação Integral (JCPOA), programa nuclear iraniano, Der Spiegel, relações bilaterais, diplomacia, Donald Trump, Qassem Soleimani, Mohammad Javad Zarif, Iraque, Estados Unidos, Irã
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar