04:05 29 Março 2020
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    O acordo de cessar-fogo que está sendo negociado hoje (13), em Moscou, deve incluir pontos como o afastamento mútuo de tropas, a suspensão da transferência de tropas turcas para a Líbia e a suspensão das hostilidades sob supervisão da Rússia e a égide da ONU.

    Nesta segunda-feira (13), o premiê do Governo do Acordo Nacional (GNA), Fayez Sarraj, e o líder do Exército Nacional Líbio (LNA), marechal Khalifa Haftar, estão reunidos em Moscou para negociar um acordo de cessar-fogo.

    De acordo com o canal Al-Arabiya, a expectativa é que o acordo de cessar-fogo seja controlado pela Rússia:

    "De acordo com dados a que tivemos acesso, o acordo de cessar-fogo deve incluir os seguintes pontos: a Rússia controlaria a trégua e enviaria uma delegação à Líbia para supervisionar o processo; a Turquia interromperia o envio de tropas para Trípoli, a ONU realizaria o controle internacional do acordo e as forças do GNA e do LNA voltariam às suas posições, sem pré-condições", informou o canal.

    Além disso, de acordo com fonte ouvida pelo canal, as partes líbias deverão concordar em recorrer somente a meios políticos de solução de controvérsias. Além disso, as partes devem acordar uma partilha de poder. As operações de contraterrorismo seriam conduzidas pelo Exército Nacional Líbio, em coordenação com a direção do GNA.

    Antes da reunião entre as partes em conflito na Líbia, os chefes dos ministérios das Relações Exteriores e da Defesa de Rússia e da Turquia se reuniram em formato 2+2 para discutir o processo de paz na Líbia.

    Ministros das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov (à direita) e da Turquia, Mevlut Cavusoglu (à esquerda), em encontro em Moscou, em 13 de janeiro de 2020
    © Sputnik / Ramil Sitdikov
    Ministros das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov (à direita) e da Turquia, Mevlut Cavusoglu (à esquerda), em encontro em Moscou, em 13 de janeiro de 2020

    No final de dezembro, o GNA solicitou ajuda militar à Turquia para impedir a entrada das forças de Haftar na capital Trípoli.

    Apesar de forte oposição internacional, em 2 de janeiro o parlamento turco aprovou uma medida que abriu caminho para o envio de tropas à Líbia.

    No dia 12 de janeiro, o presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, discutiram a questão líbia durante o encontro para inauguração do gasoduto conjunto.

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    Tags:
    Benghazi, Trípoli, Rússia, Turquia, Líbia
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