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    Nesta terça-feira (31), manifestantes iraquianos invadiram a Embaixada dos EUA em Bagdá, após a potência americana ter realizado ataques aéreos no país.

    O embaixador dos EUA no Iraque, Matthew H. Tueller, e sua equipe foram evacuados das instalações da embaixada, enquanto centenas de pessoas protestavam em frente ao edifício.

    As manifestações seriam uma reação aos ataques aéreos norte-americanos realizados contra bases da milícia xiita Kataib Hezbollah (KH), reportou a Reuters citando fontes no Ministério das Relações Exteriores do Iraque.

    Os manifestantes conseguiram entrar na embaixada após forçar a porta principal e colocar fogo na área de recepção do edifício. De acordo com relatos, alguns membros da equipe de segurança da embaixada permanecem no local.

    ​​Partes da Embaixada dos EUA são incendiadas por manifestantes.

    Nesta terça-feira (31), grupos de manifestantes com bandeiras do grupo libanês Hezbollah foram vistos na capital iraquiana.

    Homem com a bandeira da milícia Kataib Hezbollah, apoiada pelo Irã, do lado de fora da Embaixada dos EUA em Bagdá. Para chegar a essa área da Zona Verde é necessário passar por diversos postos de controle de segurança rigorosos, mesmo depois da abertura parcial da Zona Verde, mas ao que tudo indica ninguém resistiu a esses manifestantes.​

    O presidente dos EUA, Donald Trump, em sua conta no Twitter, acusou o Irã de estar por trás da invasão da Embaixada e instou as forças iraquianas a defenderem a Embaixada dos EUA em Bagdá. 

    Ataques dos EUA

    Washington justificou a realização dos ataques, alegando que a milícia xiita havia atacado bases das forças de coalizão. Quatro militares ficaram feridos e um cidadão dos EUA morreu como consequência dos ataques.

    O Kataib Hezbollah teria anunciado que 25 de seus combatentes morreram e dezenas ficaram feridos após os ataques aéreos dos EUA.

    O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, por sua vez, condenou a ação militar dos EUA, que qualificou como "exemplo claro de terrorismo".

    Teerã também negou envolvimento no ataque contra bases das forças da coalizão em território iraquiano.

    Manifestantes próximos à Embaixada dos EUA em Bagdá, no Iraque, no dia 31 de dezembro de 2019
    © AP Photo / Khalid Mohammed
    Manifestantes próximos à Embaixada dos EUA em Bagdá, no Iraque, no dia 31 de dezembro de 2019

    O primeiro-ministro do Iraque, Adel Abdul Mahdi, condenou os ataques dos EUA e advertiu que eles terão "graves consequências".

    No domingo (29), os EUA atacaram cinco bases da milícia xiita Kataib Hezbollah (KH) no Iraque e na Síria, e resposta à recentes ataques contra bases das forças de coalizão.

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    Tags:
    invasão, Embaixada dos EUA, ataques aéreos, Iraque, EUA
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