04:45 02 Dezembro 2020
Ouvir Rádio
    Análise
    URL curta
    680
    Nos siga no

    O ex-presidente da Bolívia Evo Morales falou sobre as condições para seu regresso ao país.

    Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik o diretor-geral do Centro Cultural Latino-Americano Hugo Chávez, Egor Lidovskoi, avaliou a situação pela qual o ex-presidente boliviano está a passar.

    Evo Morales prometeu voltar ao país se o parlamento não aprovar o seu pedido de demissão enviado no domingo passado (10), escreve o jornal El Universal.

    "A minha carta de demissão está na Assembleia [Legislativa], se a Assembleia não a aceitar, eu irei voltar. Agora eu sinto que sou capaz de pacificar a Bolívia", disse Morales em entrevista ao jornal mexicano.

    De acordo com o ex-presidente, que obteve asilo político no México, é impossível trazer a paz por meio das armas, como está sendo feito agora.

    "A pacificação chega à Bolívia com diálogo, com a participação da ONU, da Igreja Católica, com os países voluntários como mediadores", destacou Morales.

    O especialista russo Egor Lidovskoi comentou as declarações do ex-mandatário boliviano.

    "Eu considero que Morales mantém a possibilidade legitima de voltar ao país como presidente em funções. É evidente que o pedido de demissão que ele apresentou foi feito sob pressão dos militares. Ele não pode entrar em vigor sem ser aprovado pelo parlamento, e aí a maioria é do Movimento ao Socialismo (MAS), o partido de Morales", explica Lidovskoi.

    "Agora isso é evidente: começou uma guerra civil depois que as novas autoridades, que chegaram ao poder após o golpe de Estado, iniciaram operações punitivas contra a população indígena. Isso provocou uma grande unidade e uma reação de resposta dos círculos indígenas, que são a maioria na Bolívia. Por isso, penso que Evo Morales entende que o seu regresso pode acalmar a situação – em primeiro lugar ele está preocupado com o destino dos indígenas", concluiu o especialista.

    A senadora da oposição, Jeanine Áñez, se autoproclamou presidente interina da Bolívia após a renúncia de Evo Morales, em um momento em que o país sul-americano é assolado por uma grave instabilidade política.

    As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik

    Mais:

    Evo Morales está disposto a voltar para Bolívia, mas não como candidato
    Jeanine Áñez diz que Morales não pode concorrer em novas eleições bolivianas
    Evo Morales acusa EUA de 'conspiradores' e pede para Papa Francisco e ONU mediarem crise na Bolívia
    Tags:
    América do Sul, povos indígenas, política, México, Bolívia, golpe de Estado, Evo Morales
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar