16:41 18 Dezembro 2017
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    Vendedor em Seul assiste notícia sobre teste nuclear realizado pela Coreia do Norte, 9 de setembro de 2016

    Antes de negociar, EUA querem inspecionar instalações nucleares de Pyongyang

    © REUTERS/ Kim Hong-Ji
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    Pyongyang deve permitir a inspeção das suas instalações nucleares e manifestar a vontade de abandonar seu programa nuclear antes que os EUA iniciem negociações com a Coreia do Norte, afirmou na segunda-feira (25) o conselheiro do presidente dos EUA para a segurança nacional, Herbert McMaster.

    Segundo McMaster, a administração do presidente Donald Trump considerou "quatro ou cinco" opções para resolver a situação na península da Coreia. "Algumas são mais feias que outras", admitiu ele.

    O funcionário também se referiu às declarações em que o líder norte-coreano Kim Jong-un chamou as palavras do presidente dos EUA sobre a possibilidade de destruição completa da Coreia do Norte como declaração de guerra contra Pyongyang. 

    "Esperamos poder evitar a guerra, mas não podemos descartar essa possibilidade", disse McMaster durante o seu discurso no Instituto para o Estudo da Guerra em Washington, acrescentando que nada pode garantir que as sanções impostas contra a Coreia do Norte não provocarão um conflito armado.

    McMaster considerou inaceitável a proposta feita em maio pela Rússia e China para congelar os exercícios militares dos EUA e Coreia do Sul na zona a fim de conseguir o congelamento dos programas nucleares e de mísseis de Pyongyang. Isso é algo "absolutamente inaceitável", declarou ele.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, disse por sua vez em 19 de setembro, durante o seu primeiro discurso na Assembleia Geral da ONU que, se Washington "for forçado a se defender e a defender os seus aliados", os EUA não terão escolha senão "destruir completamente a Coreia do Norte", tendo apelidado Kim Jong-un de "Homem-Foguete". Pyongyang disse, em resposta, que está pronta para "destruir as bases inimigas com um ataque preventivo e resoluto".

    Tags:
    teste nuclear, armas nucleares, relações bilaterais, Coreia do Norte, EUA
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