07:05 16 Dezembro 2017
Ouvir Rádio
    Donald Trump durante campanha pela presidência dos Estados Unidos, em março de 2016

    Político alemão diz que Trump pode representar risco para todo o Ocidente

    © REUTERS/ Rhona Wise
    Mundo
    URL curta
    1333

    Um político alemão afirmou hoje que o atual presidente dos Estados Unidos pode se tornar uma séria ameaça para a segurança de todo o Ocidente se ele ficar compartilhando informações secretas com outros governos, como teria feito com a Rússia nos últimos dias.

    O chanceler russo, Sergei Lavrov, em encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, em 10 de maio de 2017, na Casa Branca
    © Foto: Ministério das Relações Exteriores da Rússia
    Na última segunda-feira, a mídia norte-americana informou que Donald Trump teria passado informações altamente confidenciais para o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, e para o embaixador russo nos EUA, Sergei Kislyak, durante um encontro na Casa Branca na última semana, notícia que provocou forte espanto e preocupação em países aliados de Washington, incluindo a Alemanha. Para o deputado do Bundestag Burkhard Lischka, se for provado que o presidente americano realmente compartilhou documentos de inteligência interna, isso seria "muito preocupante".

    De acordo com Lischka, Trump tem acesso a informações exclusivas e extremamente sensíveis referentes a diversos assuntos, e se decidir adotar, enquanto chefe de Estado dos EUA, a postura de passar essas informações de maneira indiscriminada, para outros governos, ele se tornará "uma ameaça à segurança para todo o mundo ocidental". 

    Uma reportagem do Washington Post revelou que Donald Trump teria colocado em risco uma fonte de inteligência sobre o grupo terrorista Daesh nessa polêmica reunião com as autoridades russas, transmitindo dados que, segundo uma fonte anônima, nem os aliados mais próximos do governo americano tinham acesso. No entanto, rebatendo as críticas, a Casa Branca negou as acusações, explicando que Trump compartilhou apenas informações gerais, não detalhadas, sobre a luta contra o terrorismo na Síria, sem revelar dados sensíveis. 

    Nesta terça-feira, o presidente americano utilizou o seu Twitter para se pronunciar sobre o assunto, dizendo que, por razões humanitárias, ele compartilhou fatos com a Rússia sobre terrorismo e segurança aérea, mas não entrou em detalhes sobre esses fatos. Segundo o New York Times, as informações secretas compartilhadas teriam sido fornecidas por Israel e estariam ligadas a planos do Daesh de utilizar laptops para esconder explosivos durante viagens aéreas internacionais.

    Perguntado por jornalistas sobre o suposto vazamento, o porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, disse hoje que não havia nada para se confirmar ou negar, e que os relatos da mídia americana sobre o caso apenas não faziam sentido.

    Desde o período eleitoral, Donald Trump vem sendo acusado de manter laços íntimos com o Kremlin e de ser um fã do presidente da Rússia, Vladimir Putin. Autoridades norte-americanas acreditam que o governo russo teria interferido nas eleições dos Estados Unidos, no ano passado, para favorecer o político republicano, atacando, por meio de hackers, a então candidata democrata, Hillary Clinton. Essas suspeitas estão sendo investigadas, mas, até o momento, nenhuma prova foi encontrada.

    Twitter

    Siga Sputnik Brasil no Twitter e fique por dentro das notícias mundiais do momento.

    Mais:

    Trump manifesta apoio à Turquia na luta contra Daesh e PKK
    Ex-chefe do Pentágono: com Trump, relações entre Moscou e Washington apenas pioraram
    Lavrov: Trump quer respeito mútuo entre EUA e Rússia
    Tags:
    The New York Times, Washington Post, Casa Branca, Kremlin, Burkhard Lischka, Sergei Kislyak, Donald Trump, Hillary Clinton, Sergei Lavrov, Dmitry Peskov, Vladimir Putin, Israel, Alemanha, EUA, Washington, Rússia
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar no FacebookComentar na Sputnik