09:18 28 Maio 2017
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    Destruições em um hospital na cidade de Khan Sheikhun no noroeste da província síria de Idlib, após o ataque químico em 4 de abril de 2107

    Moscou: EUA impuseram sanções contra Síria para impedir a investigação do ataque químico

    © AFP 2017/ Omar haj kadour
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    As sanções impostas pelos os EUA contra os funcionários do Centro de Pesquisa e de Estudos Científicos da Síria são uma tentativa de revogar a investigação do ataque químico em Idlib, ocorrido em 4 de abril, disse o chefe do Comitê Internacional do Senado russo, Konstantin Kosachev.

    "Vemos mais uma vez que as sanções não são um instrumento para alcançar um objetivo real, mas (…) uma tentativa de substituir ou revogar a investigação recorrendo à uma punição, como se a culpa e os culpados fossem óbvios", disse Kosachev aos jornalistas.

    Ele ponderou que as sanções são uma medida "mais civilizada" de Washington, do que os ataques com mísseis.

    O senador, também afirmou que os EUA "não possuem provas" de produção de armas químicas por Damasco e destacou a completa falra de interesse dos EUA em cooperar para investigar o que realmente aconteceu em Idlib. 

    Neste domingo, segundo informado pela imprensa norte-americana, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), junto ao Departamento do Tesouro dos EUA, adotou sanções contra 271 colaboradores do Centro de Pesquisa e de Estudos Científicos da Síria. Segundo o órgão americano, estes seriam os responsáveis pela produção de armas químicas no país árabe.

    As sanções bloquearam os bens dos funcionários sírios nos Estados Unidos e as empresas e pessoas físicas norte-americanas estão impedidas de manterem relações econômicas com os mesmos.

    O secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, disse que desta forma os EUA enviam uma mensagem para o Governo da Síria e ao presidente Assad, retaliando o ataque químico contra civis em Khan Shaykhun.

    A oposição síria denunciou, em 4 de abril, um suposto ataque com armas químicas na cidade de Khan Shaykhun (província de Idlib), que deixou mais de 80 mortos, segundo a Organização Mundial de Saúde.

    As forças da oposição culparam Damasco pelo incidente, mas as autoridades sírias rejeitaram as acusações, alegando que todos os arsenais químicos foram retirados do país e eliminados sob a supervisão da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ).

    O governo sírio declarou nunca ter usado substâncias tóxicas contra a sua população, nem contra as forças de oposição oposição ou terroristas.

    Apesar da investigação do ataque ainda não ter sido concluída, em 7 de abril, 59 mísseis norte-americanos atacaram a base aérea síria de Shayrat (província de Homs), em "retaliação" ao uso de armas químicas pelo governo de Bashar Assad.

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    Tags:
    sanções, ataque químico, investigação, Konstantin Kosachev, Rússia, EUA, Khan Shaykhun, Shayrat, Idlib, Síria
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