03:30 22 Setembro 2019
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    Imagens estilizadas dos líderes do G7 em fatos de super-heróis de uma ONG durante a cúpula do G7 na cidade de Ise, Japão, 26 de maio de 2016

    Sem Rússia, G7 não pode fazer nada

    © AFP 2019 / TOSHIFUMI KITAMURA
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    Antes da cúpula do G7, que se realiza em 26-27 de maio na cidade japonesa de Ise, especialistas afirmam que a ausência da Rússia faz com que o grupo seja incapaz de resolver os atuais problemas globais.

    Líderes do G7 chegam para a primeira sessão de trabalho da cúpula do G7 perto de Garmisch-Partenkirchen, Alemanha, 7 de junho de 2015
    © AFP 2019 / DANIEL KARMANN / POOL
    A decisão de excluir a Rússia do G8 foi um erro muito sério, disse o presidente da Conferência de Segurança de Munique, o diplomata alemão Wolfgang Ischinger, que foi embaixador da Alemanha nos EUA em 2001-2006.

    "O G7 é incapaz de resolver os maiores crises internacionais independentemente", informou a revista alemã Focus Online citando a entrevista do diplomata para a agência noticiosa Deutsche Presse-Agentur (DPA).

    "Nem a crise ucraniana, nem o conflito na Síria podem ser resolvidos sem a Rússia", acrescentou.

    Entretanto, o retorno do presidente Putin para o grupo de sete maiores economias mundiais é "inconcebível nas condições atuais", disse o diplomata porque isso significará, primeiramente, "a admissão da derrota" na crise ucraniana.

    Líderes do G7 durante o primeiro dia da cúpula do grupo na cidade de Ise, Japão, 26 de maio de 2016
    © AFP 2019 / JIM WATSON / AFP POOL
    Líderes do G7 durante o primeiro dia da cúpula do grupo na cidade de Ise, Japão, 26 de maio de 2016

    Ao mesmo tempo, Ischinger afirmou que não se deve dizer "nunca mais" e que a possibilidade de a Rússia voltar para o grupo no longo prazo permanece.

    Em 2014 a participação russa do G8 foi suspensa por causa da reunificação da Crimeia com a Rússia e do conflito armado na Ucrânia. Naquela altura os membros do G7 se recusaram a participar da cúpula do G8 que estava agendada para 4-5 de junho de 2014 na cidade costeira russa de Sochi. Em vez disso, encontraram-se em Bruxelas sem o presidente russo Vladimir Putin.

    Agora o grupo de 7 maiores economias mundiais realiza a cúpula pela 42ª vez.

    Mais cedo, em abril, o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, afirmou que a Rússia está menos interessada no G8 do que antes, porque o G20 é um grupo mais representativo.

    Tags:
    opinião, diplomata, assuntos, problemas, conflito, crise, G8, G7, Japão, Rússia
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