10:40 23 Setembro 2019
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    Mulher contempla as flores e cartas contra a violência e as ações de assédio sexual por imigrantes na véspera do Ano Novo, deixadas junto à catedral de Colônia, Alemanha, 11 de janeiro de 2016

    Argélia pode aceitar argelinos envolvidos em abusos sexuais em Colônia

    © AFP 2019 / PATRIK STOLLARZ
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    O primeiro-ministro da Argélia, Abdelmalek Sellal, disse que a Argélia irá aceitar o repatriamento de quaisquer dos seus cidadãos envolvidos nos abusos sexuais da véspera de Ano Novo em Colônia.

    A Argélia aceitará o repatriamento dos cidadãos argelinos envolvidos nos abusos sexuais em Colônia, que tiveram lugar nas vésperas do Ano Novo, caso estes tenham entrado a Alemanha de forma ilegal, afirmou Sellal.

    “Mas tem de ser provado que realmente são cidadãos da Argélia”, disse o primeiro-ministro argelino na conferência de imprensa em Berlim.

    O ministro citou o acordo bilateral de 1990 sobre o repatriamento de imigrantes ilegais argelinos na Alemanha.

    “Isso prolongará o procedimento, com certeza, porque deve haver suficientes provas”, disse. “Mas estamos interessados em não sair fora do âmbito do acordo”.

    Na véspera de Ano Novo, centenas de mulheres em Colônia foram roubadas, ameaçadas e agredidas sexualmente por pequenos grupos que, de acordo com testemunhas, eram compostos em sua maioria por homens de origem árabe e norte-africana. Segundo a mídia local, mais de 400 queixas foram apresentadas à polícia em relação aos acontecimentos daquela noite.

    Segundo o Ministério dos Assuntos Internos da Alemanha, 29 dos 32 suspeitos de estarem envolvidos no incidente haviam sido registrados como refugiados. Alguns outros são considerados imigrantes ilegais.

    No ano passado mais de um milhão de pessoas, principalmente de origem norte-africana e do Oriente Médio, pediram asilo na Alemanha.

    Tags:
    cidadãos, refugiados, migrantes, mulheres, violência, Argélia, Alemanha
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