Imigrantes são atacados em Colônia em meio à tensão na Alemanha

© REUTERS / Wolfgang RattayPolícia usa canhão d'água durante protesto contra imigração em Colônia, Alemanha
Polícia usa canhão d'água durante protesto contra imigração em Colônia, Alemanha - Sputnik Brasil
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A série de ataques contra mulheres no réveillon de Colônia é "inaceitável", disse um porta-voz da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, nesta sexta-feira, acrescentando que nada justifica ataques de retaliação contra refugiados.

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Merkel propôs facilitar a deportação de imigrantes envolvidos em crimes, e seu porta-voz, Steffen Seibert, enfatizou que o governo está observando "possíveis consequências para a lei criminal e as possíveis consequências políticas dos crimes". 

Mas após a polícia de Colônia afirmar que um grupo de paquistaneses e um sírio foram atacados na cidade no domingo, Seibert disse que os alemães não podem culpar todos os imigrantes que entraram no país no ano passado e disse que o governo também se preocupa com o bem-estar dessas pessoas. 

"Também estamos fazendo coisas para proteger a grande maioria de refugiados inocentes que fogem de bombas e da guerra em seus países, e que devem receber proteção; eles estão preparados para se adaptarem a nossas regras e valores", disse Seibert. 

Os seis paquistaneses foram atacados no domingo por cerca de 20 pessoas. Dois deles foram levados a um hospital, de acordo com a polícia. Também na noite de domingo, cinco pessoas atacaram um homem sírio, que foi levemente ferido. 

As autoridades estão tratando esses ataques como crimes xenofóbicos e acreditam que os agressores combinaram o ataque em redes sociais. 

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As agressões no réveillon de Colônia alimentaram as tensões sobre a política de portas abertas da Alemanha para refugiados e motivaram políticos a pedirem por leis mais duras contra imigrantes que cometem crimes. 

Na cidade oriental de Leipzig, apoiadores de grupos anti-islâmicos, manifestaram-se contra os imigrantes. Um grupo de pessoas a favor da imigração também se manifestou. 

A polícia não divulgou a estimativa do número de manifestantes, mas testemunhas afirmaram que havia cerca de 4 mil pessoas, informou Associated Press.

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