08:11 06 Dezembro 2019
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    O Estado Islâmico fincou sua bandeira em Palmira.

    Caças russos ajudam tropas sírias a avançar em direção à estratégica cidade de Palmira

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    Aviação russa combate terrorismo na Síria (111)
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    O Exército sírio, assistido por aviões de guerra russos, está avançando lentamente em direção à cidade de Palmira, lar de ruínas de valor inestimável da era romana, parcialmente destruída pelos extremistas do Estado Islâmico (EI); mas ainda é cedo para falar em vitória, reporta um correspondente da Sputnik.

    As forças lideradas por Damasco parecem não ter pressa para retomar Palmira, provavelmente o mais famoso sítio arqueológico e histórico da Síria. As tropas estão se focando principalmente no combate contra os homens do EI e, ocasionalmente, retomam o controle sobre redutos de militantes. Frequentemente, helicópteros de ataque russos Mil Mi-24P fornecem apoio aéreo.

    "As aeronaves sírias são facilmente detectáveis no céu e os militantes têm tempo para se esconder. Os bombardeiros russos lançam ataques a partir de altitudes mais elevadas, uma vez que estão equipados com sistemas de mira e orientação de ponta. Eles também usam bombas guiadas", disse um oficial sírio à Sputnik, acrescentando que os aviões russos não são visíveis a partir do solo, o que significa que eles têm a vantagem de atacar a qualquer hora e em qualquer lugar.

    Mais cedo, um bombardeiro Su-24 destruiu uma importante fortificação do EI, bem como um tanque, uma arma anti-aérea Zu-23 e uma bateria de morteiros, segundo informou um porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia durante uma coletiva de imprensa.

    Curiosamente, a oposição síria que também luta contra o EI e a Frente al-Nusra cedeu coordenadas para alguns dos alvos, relatou o chefe da Direção Operacional Principal do Estado-Maior Geral das Forças Armadas da Rússia, Andrei Kartapolov.

    Estas "forças patrióticas", segundo expressão do oficial de alta patente, têm se empenhado na luta contra as forças do governo há vários meses, mas vêem uma Síria unificada, soberana e livre como uma verdadeira prioridade.

    Atualmente, o Exército Sírio está a cerca de 20 quilômetros de Palmira, mas a área está pontilhada por redutos do EI. Os militantes tomaram o controle sobre a antiga cidade antiga em maio, fortalecendo suas posições na região nos seis meses que se seguiram. Além disso, eles mataram centenas de soldados capturados e residentes locais, destruíram dois templos antigos, um arco romano e torres funerárias.

    As tropas sírias provavelmente vão lançar uma ofensiva quando o EI estiver significativamente enfraquecido, mas é muito cedo para dizer quando isso poderia acontecer.

    No entanto, há evoluções positivas na situação. O porta-voz do Exército sírio, Ali Maihub, disse recentemente que as tropas de Damasco eliminaram mais de 40 militantes (principalmente estrangeiros), destruíram mais de 20 veículos blindados e vários caminhões equipados com metralhadoras.

    O Exército sírio também expulsou militantes de redutos ao leste de Sadad, situada a 101 quilômetros da capital síria. Dois anos atrás, combatentes da Frente al-Nusra reduziram a cidade a um banho de sangue. Na cidade vizinha de al-Qaryatayn, cerca de 95 moradores que estavam lutando por grupos radicais concordaram em depor as armas e voltar à vida pacífica, segundo disse o ministro sírio para a Reconciliação Nacional, Ali Haidar.

    O que torna Palmira particularmente importante, além de seu valor histórico, é a sua localização. A cidade serviu como ponto de encruzilhada entre várias civilizações ao longo da história. Séculos depois de sua fundação, continua a ser uma cidade de grande importância estratégica.

    "Dê uma olhada no mapa e você verá porque Palmira é importante. Não é apenas por causa das estátuas. A Síria é, de fato, um deserto, as zonas costeiras e várias 'encruzilhada' que conectam tudo isso. Não é preciso controlar todo o território — basta as estradas e 'encruzilhadas'”, explica o especialista em defesa militar Dmitry Evstafiev.

    Deste ponto de vista, os militantes seguiram uma estratégia inteligente nos últimos 18 meses, de acordo com o analista. Do mesmo modo, o Exército sírio será bem sucedido se retomar o controle sobre esses pontos de "encruzilhada" e, especialmente, sobre Palmira.

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    Tags:
    terrorismo, deserto, monumentos históricos, história, bombardeiros, ataques aéreos, caças russos, exército, forças armadas, armas, helicópteros, Frente al-Nusra, Estado Islâmico, Rússia, Damasco, Síria, Palmira
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