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    EUA e estados da UE apoiam proposta da ONU de governo de unidade nacional Líbia

    © AFP 2019 / ABDULLAH DOMA
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    Os governos de França, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos emitiram uma declaração conjunta afirmando seu apoio à proposta feita pela ONU da formação de um governo para a Líbia de unidade e acordo nacional entre os candidatos.

    O chefe da Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia (UNSMIL na sigla em inglês) Bernardino Leon anunciou a lista de candidatos para o governo de unidade nacional da Líbia nesta quinta-feira (8), dizendo que Fayez Sarraj estava sendo indicado como primeiro-ministro.

    "Os governos da França, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos afirmam seu apoio total ao texto final do quadro para um governo de acordo nacional e para os líderes líbios que irão formar este governo, escolhido pelos delegados da Líbia após prolongadas e difíceis negociações, facilitadas por Bernardino Leon e a equipa de mediação da ONU ", diz um comunicado conjunto divulgado pelo Departamento de Estado dos EUA na sexta-feira (9).

    Segundo o comunicado, a comunidade internacional está convidando as partes em disputa na Líbia para darem apoio urgentemente aos candidatos indicados pelas Nações Unidas e "irá isolar aqueles que não respeitarem o acordo político."

    O governo de acordo nacional é fundamental para uma transição bem sucedida para uma democracia pacífica e estável na Líbia, salientaram os seis países na declaração conjunta.

    "Não há mais tempo a perder. O Governo da acordo nacional servirá como entidade legítima na Líbia para garantir a proteção da população civil e para enfrentar a crescente ameaça de grupos terroristas antes que estes se enraízem mais ainda", disse o comunicado, acrescentando que "atrasos na formação de um governo de unidade só irão prolongar o sofrimento do povo líbio e beneficiar terroristas que procuram tirar proveito do caos".

    O governo de unidade nacional irá garantir que armas não entrem mais na Líbia, exceto mediante seu pedido e em conformidade com as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, bem como dos termos do referido acordo político, disse o comunicado.

    Os partidos políticos e o parlamento internacionalmente reconhecido da Líbia assinaram um acordo, distribuindo os poderes do país na cidade marroquina de Skhirat, no início de julho.

    A Líbia se encontra em estado de turbulência desde o início de 2011, após os protestos da Primavera Árabe que levaram a uma guerra civil e a derrubada do líder de longa data do país, Muammar Kaddaf. A instabilidade interna permitiu que o Estado Islâmico (EI) ganhasse terreno no país.

    Atualmente existem dois governos rivais na Líbia: o Conselho dos Deputados, internacionalmente reconhecido, baseado em Tobruk, e o auto-proclamado Congresso Nacional Geral, localizado na capital Tripoli.

    Os candidatos ao governo propostos pelas Nações Unidas na quinta-feira (8) devem ser aprovados por ambos os governos.

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    Tags:
    comunidade internacional, crise na Líbia, guerra civil, Primavera Árabe, Congresso Nacional Geral da Líbia, Conselho de Deputados da Líbia, EI, ONU, Bernardino León, Líbia, Itália, Espanha, Reino Unido, Alemanha, EUA, França
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