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    Bom dia! A Sputnik Brasil está acompanhando as matérias mais relevantes desta sexta-feira (8), marcada pela aprovação histórica da extensão do teto da dívida pelo Senado americano, pela colisão de um submarino nuclear dos EUA com objeto não identificado no Pacífico e pelo acidente de trens na Tunísia.

    COVID-19: Ministério da Saúde quer deixar de usar vacina CoronaVac em 2022

    Segundo informação divulgada nesta quinta-feira (7), o Ministério da Saúde informou à CPI da Covid no Senado que deixará de usar o imunizante CoronaVac para a vacinação contra o novo coronavírus no ano que vem. Quando a Saúde notificou os senadores que não compraria mais a vacina, em 5 de outubro, eles pediram esclarecimentos. A resposta foi dada pelo diretor de Programa da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à COVID-19, Danilo de Souza Vasconcelos, e pela secretária do mesmo setor, Rosana Leite de Melo. A pasta tomou a decisão na base de dois fatores principais: a falta de registro da vacina e a "baixa efetividade entre idosos acima de 80 anos". O imunizante é autorizado pela Anvisa apenas para uso emergencial. Uma pesquisa preliminar com pessoas acima de 70 anos mostra efetividade média de 42% da CoronaVac depois de 40 dias da segunda dose. A taxa é menor que os 50,7% da eficácia determinada nos estudos clínicos do Instituto Butantan. A eficácia foi ainda menor entre os que têm mais de 80 anos, 28% depois da aplicação da segunda dose. Entretanto, o Brasil confirmou mais 451 mortes e 14.696 casos de COVID-19, totalizando 599.865 óbitos e 21.532.210 diagnósticos da doença, informou o consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa.

    Governador de São Paulo, João Doria, com vacina CoronaVac, 22 de agosto de 2021
    © Folhapress / Roberto Casimiro /Fotoarena
    Governador de São Paulo, João Doria, com vacina CoronaVac, 22 de agosto de 2021

    Ministro do STF manda PF tomar depoimento de Bolsonaro em 30 dias

    Nesta quinta-feira (7), o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Federal realizará o interrogatório do presidente Jair Bolsonaro em 30 dias. O depoimento do chefe do Executivo deverá ocorrer de forma presencial. O inquérito apura a suposta interferência de Bolsonaro na Polícia Federal para proteger parentes e aliados. O presidente terá a possibilidade de marcar dia e hora para prestar esclarecimentos no inquérito. O plenário do magistrado deveria definir como seria o interrogatório escrito, mas foi suspenso na quarta-feira (6), depois que o próprio presidente da República se manifestou aceitando o depoimento presencial. A suspeita contra ele foi levantada pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro. Bolsonaro nega sua interferência no trabalho da corporação, mas, segundo escreve o jornal Folha de São Paulo, tentou forçar a substituição do chefe da PF no Rio de Janeiro. O presidente é também alvo de outras apurações sob a responsabilidade do STF, por exemplo, sobre a disseminação de notícias falsas.

    Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto, Brasília, 7 de outubro de 2021
    © REUTERS / UESLEI MARCELINO
    Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto, Brasília, 7 de outubro de 2021

    EUA evitam impasse: Senado aprova projeto que aumenta teto da dívida federal

    O Senado dos EUA aprovou nesta quinta-feira (7) o projeto de lei para aumentar temporariamente o teto da dívida federal até o início de dezembro. 50 senadores votaram a favor e 48 contra o texto, que aumenta o limite da dívida para US$ 480 bilhões (R$ 2,6 trilhões), o que permitirá ao governo pagar suas contas até 3 de dezembro. O projeto de lei vai agora à Câmara dos Representantes, onde os deputados devem aprovar o texto antes de ser firmado pelo presidente americano Joe Biden. A sessão dos senadores que autorizou a medida pode ser qualificada como histórica, uma vez que foi evitada a possibilidade de incumprimento de pagamentos – o primeiro na história dos Estados Unidos. Uma matéria do jornal parlamentar The Hill confirma que Mitch McConnell, líder dos republicanos no Congresso, até o último momento não tinha a certeza se conseguiria persuadir seus colegas a não bloquear a decisão. O ex-presidente Donald Trump tornou a situação ainda mais dramática: durante as conversas dos parlamentares ele publicou uma declaração dura apelando a "não votar pelo acordo horrível promovido pelo covarde McConnell", segundo o jornal. Toda a imprensa está unida em um fato: os momentos mais difíceis do projeto-chave já passaram e não se esperam dificuldades com sua aprovação pela Câmara dos Representantes.

    Mitch McConnell, líder dos republicanos no Senado dos EUA, caminha no Capitólio, Washington, 7 de outubro de 2021
    © REUTERS / Leah Millis
    Mitch McConnell, líder dos republicanos no Senado dos EUA, caminha no Capitólio, Washington, 7 de outubro de 2021

    Biden estende sanções contra a Turquia por causa da Síria

    O presidente Joe Biden renovou a declaração do governo dos EUA sobre poderes de emergência para lidar com a situação na Síria, anunciou a Casa Branca nesta quinta-feira (7). "A situação dentro e em relação à Síria, e em particular as ações do governo da Turquia no quadro da ofensiva militar no nordeste da Síria, mina a campanha para derrotar o Daesh [organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países] no Iraque e na Síria", disse Biden em comunicado. A atual crise continua colocando em perigo a população civil e ameaça ainda mais minar a paz, a segurança e a estabilidade na região, enquanto representa uma ameaça incomum e extraordinária para a segurança nacional e política externa dos Estados Unidos, diz o texto. "Por essa razão, a emergência nacional declarada na Ordem Executiva 13894 de 14 de outubro de 2019 deve continuar em vigor além de 14 de outubro de 2021. Portanto [...] prorrogo por um ano a emergência nacional declarada na Ordem Executiva 13894 a respeito da situação dentro e em relação à Síria", afirmou Biden. O predecessor do presidente, Donald Trump, decretou a referida ordem executiva nos termos da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional para lidar com a crise síria, notou Biden.

    Presidente Joe Biden se dirige para a Casa Branca, Washington, 7 de outubro de 2021
    © AFP 2021 / Brendan Smialowski
    Presidente Joe Biden se dirige para a Casa Branca, Washington, 7 de outubro de 2021

    Submarino nuclear dos EUA colide com objeto desconhecido durante imersão

    O submarino rápido norte-americano USS Connecticut se chocou com um objeto não identificado quando estava submerso na região do Indo-Pacífico, informou a Marinha dos EUA nesta quinta-feira (7). Detalhou que, em resultado do incidente, não houve ferimentos graves e que o submarino está completamente operacional. Em um breve comunicado que forneceu poucos detalhes do incidente, ocorrido há cinco dias, a Frota do Pacífico disse que o submarino segue em condição "segura e estável". O sistema de propulsão nuclear do submarino de classe Seawolf não foi afetado. "O submarino de ataque rápido norte-americano USS Connecticut, de classe Seawolf, embateu contra um objeto na tarde de 2 de outubro, ao operar em modo submerso em águas internacionais na região do Indo-Pacífico. A segurança da tripulação continua sendo a principal prioridade da Marinha. Não há lesões fatais." "A magnitude do dano ao resto do submarino está sendo avaliada", disse o comunicado, adicionando que o incidente será investigado. O local da colisão não foi especificado. O jornal da entidade USNI News informou que ao menos 11 marinheiros receberam ferimentos leves e moderados. O submarino não enviou sinal de socorro e agora está se dirigindo à base de Guam, aonde deve chegar hoje (8).

    Submarino de ataque rápido norte-americano USS Connecticut, de classe Seawolf, na base naval Kitsap-Bremerton, Washington, 27 de maio de 2021
    © AFP 2021 / Mack Jamieson / Marinha dos EUA
    Submarino de ataque rápido norte-americano USS Connecticut, de classe Seawolf, na base naval Kitsap-Bremerton, Washington, 27 de maio de 2021

    Dois trens de passageiros colidem na Tunísia, há feridos

    Ao menos 33 pessoas ficaram feridas na sequência da colisão de dois trens de passageiros na Tunísia, informou nesta sexta-feira (8) um representante das Ferrovias Tunisinas. De acordo com a emissora da rádio Mosaique FM, o incidente ocorreu na cidade de Ben Arous na tarde da quinta-feira (7). "Um trem suburbano que estava indo de um subúrbio do sul bateu em um trem que estava parado no terminal de Megrine Riadh", contou o representante à agência de notícias TAP. Todos os feridos foram transportados para hospitais, onde receberam ajuda de médicos, segundo informou a rádio Mosaique FM. Não foi prestada informação sobre a causa do ocorrido. A investigação sobre o incidente já foi iniciada.

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    Tags:
    Brasil, Joe Biden, dívida pública, Senado, submarino, Tunísia, colisão, sanções, Turquia, Síria
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