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    Bom dia! A Sputnik Brasil acompanha as notícias mais relevantes desta quinta-feira (19), marcada pelos temores de segunda onda de COVID-19 no Brasil, pela imposição de sanções norte-americanas contra o Irã e publicação de relatório sobre crimes de guerra cometidos pela Austrália no Afeganistão.

    Brasil registra alta de óbitos por COVID-19 em 13 estados

    Na quarta-feira (18), o Brasil registrou mais 754 mortes e 38.401 novos casos de COVID-19, de acordo com consórcio entre secretarias estaduais de saúde e veículos de imprensa. A média móvel de mortes ficou em 584, a maior desde 11 de outubro. 13 estados da federação registraram alta nos óbitos em função da doença. Em São Paulo, a rede particular relata sobrecarga e alta nas hospitalizações pela COVID-19. Ao todo, o Brasil registra 167.497 mortes e 5.947.403 casos da doença.

    Paciente infectado pela COVID-19 em leito de UTI no hospital Albert Einstein, São Paulo, 16 de novembro de 2020
    © AFP 2020 / Nelson Almeida
    Paciente infectado pela COVID-19 em leito de UTI no hospital Albert Einstein, São Paulo, 16 de novembro de 2020

    Bolsonaro evita perguntas sobre apagão no Amapá

    Nesta quinta-feira (19), o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, deve realizar visita ao estado do Amapá, que vive grave crise no fornecimento de energia elétrica desde o dia 3 de novembro. Na quarta-feira (18), o presidente Jair Bolsonaro ignorou perguntas realizadas por jornalistas sobre o apagão em duas ocasiões, reportou o jornal O Estado de São Paulo. O Amapá chega em seu 16º dia de apagão, que assola 13 de seus 16 municípios. Cronograma de racionamento de energia, que previa três horas diárias para cada residência, não estaria sendo cumprido. De acordo com o governo, a normalização do fornecimento de energia em Macapá está prevista para o dia 26 de novembro.

    Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, durante cerimônia no Palácio do Planalto, Brasília, 17 de novembro de 2020
    © REUTERS / Adriano Machado
    Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, durante cerimônia no Palácio do Planalto, Brasília, 17 de novembro de 2020

    'Cinco olhos' acusam China de violar acordos em relação à Hong Kong

    Nesta quinta-feira (19), a coalisão de inteligência "cinco olhos", formada por EUA, Reino Unido, Austrália, Canadá e Nova Zelândia, acusou a China de violar acordos relacionados à Hong Kong ao impedir que quatro parlamentares participem de eleições legislativas na região. Anteriormente, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China havia feito críticas à Austrália por impedir a participação de empresas chinesas no desenvolvimento da rede 5G australiana, bloquear investimentos chineses no país e interferir em assuntos internos de Pequim. "Se você fizer da China sua inimiga, ela será a sua inimiga", afirmou agente do governo chinês durante briefing a repórteres na capital australiana, Camberra.

    Ex-legisladores Ted Hui Chi-fung, Raymond Chan Chi-chuen e Eddie Chu Hoi-dick, durante protesto em Hong Kong, 19 de novembro de 2020
    © REUTERS / Lam Yik
    Ex-legisladores Ted Hui Chi-fung, Raymond Chan Chi-chuen e Eddie Chu Hoi-dick, durante protesto em Hong Kong, 19 de novembro de 2020

    EUA impõem novas sanções ao Irã, que estende a mão à administração Biden

    Na quarta-feira (18), os EUA impuseram nova rodada de sanções contra indivíduos e empresas iranianas, informou o Departamento do Tesouro do país. O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, havia alertado que novas medidas seriam adotadas até o fim do ano. No Twitter, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã debochou da política de "máxima pressão" contra seu país conduzida pela administração Trump: "A política de máxima pressão chegou ao seu máximo fracasso". O Irã declarou que, caso a futura administração norte-americana queira retornar ao acordo nuclear iraniano, estaria preparado para "automaticamente" restringir suas atividades nucleares.

    Funcionário municipal desinfeta painéis de vidro em Teerã, Irã, 11 de novembro de 2020
    © REUTERS / Agência WANA
    Funcionário municipal desinfeta painéis de vidro em Teerã, Irã, 11 de novembro de 2020

    Forças especiais da Austrália teriam matado 39 pessoas desarmadas no Afeganistão

    Nesta quinta-feira (19), relatório publicado pelo general de alto escalão australiano Paul Brereton, revelou que as Forças Armadas do país teriam assassinado 39 pessoas no Afeganistão, reportou a agência Reuters. Os indivíduos teriam sido assassinados fora de situações de combate, mesmo estando desarmados e sob custódia das forças australianas, o que pode ser classificado como crime de guerra, afirma o relatório. O general identificou 25 militares que seriam responsáveis pelas mortes, alguns deles ainda em serviço. Para Brereton, os episódios seriam "os mais vergonhosos da história militar australiana".

    Chefe das Forças de Defesa Australianas, general Angus Campbell, apresenta descobertas do relatório Brereton, em Camberra, Austrália, 19 de novembro de 2020
    © REUTERS / Mick Tsikas
    Chefe das Forças de Defesa Australianas, general Angus Campbell, apresenta descobertas do relatório Brereton, em Camberra, Austrália, 19 de novembro de 2020

    Coalisão liderada pela Arábia Saudita derruba drones lançados contra o reino

    Na quarta-feira (18), a coalisão militar liderada pela Arábia Saudita informou ter destruído drones lançados contra o território do reino. Os drones estariam armados com explosivos e teriam sido lançados por milícias houthis, provenientes do Iêmen. De acordo com o porta-voz da coalisão, os drones tinham como alvo "infraestrutura civil na região sudeste" da Arábia Saudita. O incidente ocorreu após a milícia intensificar seus ataques contra o reino durante o mês de outubro. Desde 2015, a Arábia Saudita lidera operação militar no Iêmen, onde combate milícias houthis, também conhecidas como Ansar Allah, que supostamente contam com apoio iraniano.

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    Tags:
    Houthis, Arábia Saudita, crimes de guerra, Afeganistão, Austrália, apagão, Amapá, pandemia, COVID-19, Brasil
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