04:52 26 Novembro 2020
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    Bom dia! A Sputnik está de olho nas notícias mais importantes desta segunda-feira (16), marcadas pelos resultados das eleições municipais no Brasil, pela grave crise política no Peru e internacionalização do conflito civil na Etiópia.

    Eleições municipais no Brasil

    No domingo (15), mais de 5.500 municípios brasileiros celebraram eleições para prefeito e vereadores. Por causa da pandemia, os índices de abstenção das eleições municipais de 2020 surpreendem: em 14 capitais, mais de 25% dos eleitores não compareceram às urnas, com destaque para Porto Alegre, Rio de Janeiro e Goiânia. São Paulo bateu recorde de abstenção, com 29% de seus eleitores optando por não votar. Sete capitais elegeram seus prefeitos no primeiro turno e 18 devem realizar segundo turno, em 29 de novembro. 

    • Em Belo Horizonte, o atual prefeito, Alexandre Kalil (PSD), foi reeleito com 63,36% dos votos. Salvador elegeu Bruno Reis (DEM), vice do atual prefeito, ACM Neto (DEM), com 64% dos votos.
    • Em São Paulo, o pleito vai para o segundo turno, a ser disputado entre o atual prefeito, Bruno Covas (PSDB), que teve 32,85% dos votos, e Guilherme Boulos (PSOL), que angariou 20,24% dos votos.
    • O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM) vai disputar o segundo turno com o atual prefeito da cidade, Marcelo Crivella (Republicanos). Paes obteve 37,01%, contra 21,90% de Crivella.
    • Em Porto Alegre, o segundo turno será entre Sebastião Melo (MDB), que obteve 31,01% dos votos, e Manuela D'Ávila (PCdoB), que teve 29%.
    • O segundo turno no Recife será disputado entre os primos João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT). Filho de Eduardo Campos, João obteve 29,17%, contra os 27,95% obtidos pela neta de Miguel Arraes.
    • O vereador mais votado do país foi Eduardo Suplicy (PT-SP), reeleito com 167.427 votos. No Rio de Janeiro, Tarcísio Motta (PSOL) foi o mais votado, seguido pelo filho do presidente, Carlos Bolsonaro (Republicanos).

    Presidente interino do Peru renuncia após mortes durante protestos

    No domingo (15), o presidente interino do Peru, Manuel Merino, renunciou no cargo. A decisão foi tomada após duas pessoas falecerem durante protestos contra o impeachment do ex-presidente do país, Martín Vizcarra. O Congresso do país não chegou a consenso sobre quem deve assumir a presidência do Peru.  No sábado (14), mais de 60 pessoas foram hospitalizadas e duas morreram após a polícia local reprimir protestos contra o impeachment de Vizcarra. O Tribunal Constitucional local demandou que a polícia inicie as buscas por 40 pessoas que seguem desaparecidas após participarem de protestos no país.

    Policiais se protegem durante enfrentamento com manifestantes contrários ao impeachment do ex-presidente Vizcarra, em Lima, Peru, 14 de novembro de 2020
    © REUTERS / Sebastian Castaneda
    Policiais se protegem durante enfrentamento com manifestantes contrários ao impeachment do ex-presidente Vizcarra, em Lima, Peru, 14 de novembro de 2020

    Estados de Washington e Michigan impõem restrições severas para combater COVID-19

    No domingo (15), o estado de Michigan proibiu a condução de aulas presenciais para estudantes do ensino médio e superior e restringiu as atividades de restaurantes, casas de shows, cassinos e cinemas. "Estamos no pior momento da pandemia", afirmou a governadora do estado, Gretchen Whitmer, em conferência de imprensa. O estado de Washington, por sua vez, baniu atividades em academias e restaurantes por um mês. O número de casos de COVID-19 nos EUA ultrapassou os 11 milhões, com quase um milhão de casos reportados em somente uma semana, o equivalente a mais de 100 mil por dia, reportou a agência Reuters.

    Apoiadora de Trump durante ato que contesta os resultados das eleições presidenciais dos EUA, Lansing, Michigan, 14 de novembro de 2020
    © REUTERS / Emily Elconin
    Apoiadora de Trump durante ato que contesta os resultados das eleições presidenciais dos EUA, Lansing, Michigan, 14 de novembro de 2020

    Azerbaijão estende período para armênios evacuarem zona disputada

    No domingo (15), o Azerbaijão estendeu o prazo para que armênios se retirem da zona de Kalbacar, na região disputada de Nagorno-Karabakh. De acordo com acordo de paz assinado entre as partes, Kalbacar, conhecida pelos armênios como Karvachar, foi cedida ao Azerbaijão. O prazo para a retirada de moradores etnicamente armênios da região era domingo, 15 de novembro. Os cronogramas de retirada dos distritos de Aghdam e Lachin seguem inalterados. Soldados da missão de paz russa informaram terem escoltado residentes armênios de Stepanakert, que se encontravam em situação de refúgio em Erevan, de volta para suas casas, informou o Ministério da Defesa da Rússia.

    Ônibus leva armênios de volta para a cidade de Stepanakert, na região contestada de Nagorno-Karabakh, em Erevan, Armênia, 16 de novembro de 2020
    © AP Photo / Dmitri Lovetsky
    Ônibus leva armênios de volta para a cidade de Stepanakert, na região contestada de Nagorno-Karabakh, em Erevan, Armênia, 16 de novembro de 2020

    Líder Tigré reivindica autoria de ataque contra aeroporto na Eritreia

    No domingo (15), o líder da região etíope de Tigré reivindicou a autoria de ataques de mísseis contra o aeroporto da capital do país vizinho, Eritreia. O incidente pode levar o conflito civil entre Tigré e as Forças Armadas da Etiópia para além das fronteiras do país africano. Em 4 de novembro, o primeiro-ministro da Etiópia anunciou o início de operação militar contra a região de Tigré. Anteriormente, a região havia realizado eleições, desafiando decisão do governo federal de adiar o pleito, em função da COVID-19.

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    Tags:
    Etiópia, Nagorno-Karabakh, pandemia, COVID-19, eleições, EUA, Brasil, Rússia
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