19:05 17 Setembro 2021
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    Pequim impôs sanções a cinco parlamentares europeus depois que a União Europeia (UE) deu luz verde às restrições a autoridades chinesas encarregadas de administrar supostos campos de internamento em Xinjiang.

    O Parlamento da UE votou esmagadoramente nesta quinta-feira (20) para recusar qualquer consideração sobre o acordo de investimento UE-China, enquanto estiver em vigor as sanções chinesas contra parlamentares e acadêmicos europeus.

    De acordo com a resolução, a UE, que ratificou o acordo, "exige que a China levante as sanções antes que o Parlamento [Europeu] possa negociar o Acordo Compreensivo de Investimento".

    O acordo de investimento entre a China e a UE, também conhecido como Acordo Compreensivo de Investimento (CAI, na sigla em inglês), ocorreu após sete anos de negociações. Em dezembro de 2020, a UE anunciou que as partes haviam concluído as negociações de princípio, comprometendo-se assim a criar um melhor equilíbrio na relação comercial UE-China e a permitir um maior nível de acesso ao mercado para investidores europeus e chineses.

    Guardas de segurança nos portões do que é oficialmente conhecido como um centro de educação de habilidades vocacionais no condado de Huocheng, em Xinjiang, China (foto de arquivo)
    © REUTERS / Thomas Peter
    Guardas de segurança nos portões do que é oficialmente conhecido como um centro de educação de habilidades vocacionais no condado de Huocheng, em Xinjiang, China (foto de arquivo)

    Questão Xinjiang

    Em março, EUA, Canadá, Reino Unido e a UE introduziram restrições por supostas violações dos direitos humanos na região autônoma uigur de Xinjiang.

    Os chanceleres da UE incluíram na lista negra quatro funcionários do Partido Comunista da China e uma organização chinesa. Por sua vez, Pequim impôs sanções contra dez europeus, incluindo membros do Parlamento Europeu, e quatro organizações.

    As autoridades chinesas afirmam que os problemas relacionados a Xinjiang nada têm a ver com violação dos direitos humanos, questões étnicas ou religiosas, alegando que estariam relacionados a questões de violência, terrorismo e separatismo.

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    Tags:
    União Europeia, União Europeia, China, sanções, guerra de sanções, Xinjiang, Parlamento Europeu
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