14:19 04 Agosto 2021
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    Enquanto o presidente da China Xi Jinping acelera seus esforços para negociar acordos de comércio e investimento em todo o mundo, as autoridades dos EUA parecem não querer investir em tais acordos.

    A maior dificuldade na administração Biden é a ausência de uma estratégia de comércio internacional, aponta a CNBC.

    "Os chineses acreditam profundamente na importância da correlação de forças e acreditam que essa correlação neste momento é a seu favor", opina Stephen Hadley, ex-assessor de Segurança Nacional do presidente George W. Bush.

    Enquanto a administração Biden suspendeu sua agenda comercial, a China segue em frente, fechando acordos e estabelecendo os padrões que vão moldar o futuro, escreve a mídia.

    Se os EUA não conseguirem alterar esta convicção chinesa, não recuperarão a vantagem necessária para lidar com Pequim.

    "O elemento mais importante em falta para mudar essa convicção chinesa é uma estratégia comercial", diz Hadley, é aquilo que poderia reunir aliados globais, proporcionar aos EUA empregos e crescimento econômico e conter o aumento dos esforços chineses para organizar a economia mundial ao seu redor.

    O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, e o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, trocam documentos durante a cerimônia de assinatura de um acordo de cooperação de 25 anos, em Teerã, Irã, em 27 de março de 2021
    © AP Photo / Ebrahim Noroozi
    O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, e o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, trocam documentos durante a cerimônia de assinatura de um acordo de cooperação de 25 anos, em Teerã, Irã, em 27 de março de 2021

    Sem uma estratégia comercial moderna voltada para o futuro, os EUA entram nesta luta global com um braço amarrado atrás das costas.

    "EUA e China estão envolvidos em uma competição que determinará o modelo da política global neste século. Mas quando se trata do comércio, uma dimensão crítica dessa competição, os EUA estão cedendo o terreno", afirma Hank Paulson Jr., ex-secretário do Tesouro dos EUA ao The Wall Street Journal.

    Esta circunstância ameaça os êxitos iniciais na abordagem emergente de Biden em relação à China.

    No final de março, o Irã e a China assinaram um acordo de parceria abrangente, delineando um plano de cooperação econômica para 25 anos.

    Em particular, será dada atenção à cooperação econômica no setor privado e à participação do Irã na iniciativa Um Cinturão, Uma Rota.

    Embora o acordo tenha sido anunciado no valor de US$ 400 bilhões (cerca de R$ 2 trilhões), os ministérios das Relações Exteriores dos dois países não confirmaram o montante negociado.

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    Tags:
    guerra comercial, China, EUA, acordo comercial, Joe Biden, Xi Jinping
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