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    O Reino Unido, União Europeia, EUA e o Canadá impuseram sanções na última segunda-feira (22) a uma série de autoridades chinesas por alegadas violações dos direitos humanos na região de Xinjiang. Em seguida, Pequim adotou restrições recíprocas.

    O Ministério das Relações Exteriores britânico informou nesta sexta-feira (26) que convocará o embaixador chinês no país para discutir as novas sanções de Pequim contra nove indivíduos e quatro entidades do Reino Unido, bem como as acusações de violações severas de direitos humanos em Xinjiang, um território autônomo no noroeste da China.

    "Isso não nos impedirá de continuar a levantar a situação dos muçulmanos uigures e de outras minorias em Xinjiang. O embaixador aqui será convocado e explicaremos em termos muito claros a posição, tanto em relação aos membros parlamentares e as outras figuras que se manifestaram, mas também que não seremos silenciados em termos de falar abertamente sobre esses abusos dos direitos humanos", disse Raab a jornalistas.
    Os trabalhadores caminham pela cerca do perímetro do que é oficialmente conhecido como um centro de educação de habilidades vocacionais em Dabancheng, na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, China, 4 de setembro de 2018
    © REUTERS / Thomas Peter
    Os trabalhadores caminham pela cerca do perímetro do que é oficialmente conhecido como um centro de educação de habilidades vocacionais em Dabancheng, na Região Autônoma Uigur de Xinjiang, China, 4 de setembro de 2018

    As novas sanções contra o Reino Unido visam principalmente indivíduos envolvidos com os direitos humanos, particularmente aqueles relacionados aos muçulmanos uigures em Xinjiang, região habitada por muçulmanos uigures, uma minoria étnica que as Nações Unidas, os EUA e o Reino Unido e outros afirmam ser um grupo reprimido.

    Depois que o Reino Unido, a União Europeia, os Estados Unidos e o Canadá impuseram sanções às autoridades chinesas por conta da situação em Xinjiang na segunda-feira (22), a China adotou restrições recíprocas, visando, além de uma série de autoridades da UE, vários parlamentares do Reino Unido, um acadêmico, um advogado, e quatro entidades britânicas que ficarão proibidas de fazer negócios com o país asiático.

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    Tags:
    direitos humanos, sanções, embaixador, Xinjiang, Reino Unido, China
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