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    Coronavírus no mundo no final de fevereiro de 2021 (71)
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    Em meio a problemas de fornecimento e administração, Esther de Lange, parlamentar da União Europeia, afirmou que a farmacêutica AstraZeneca não está oferecendo "dados confiáveis" sobre sua vacina.

    A farmacêutica AstraZeneca vem recebendo pouca confiança devido à falta de transparência com dados e aos problemas de fornecimento de sua vacina, e é por isso que há muitas doses que não estão sendo utilizadas na União Europeia (UE), declarou na quinta-feira (25) Esther de Lange, vice-presidente do Partido Popular Europeu, de acordo com a agência Reuters.

    "A AstraZeneca está se comportando como um vendedor de carros de segunda mão sem confiança. Conseguir dados confiáveis desta empresa ainda é um desafio", afirmou.

    Elke Breitenbach, senadora dos serviços sociais de Berlim, afirmou na quinta-feira (24), segundo o jornal Berliner Zeitung, que vacinas na capital alemã estão sendo desperdiçadas, e que queria que fossem usadas para vacinar três mil pessoas desabrigadas pela cidade. Também na Alemanha, um relato do jornal Handelsblatt citou uma fonte anônima do governo, que alegou que a vacina da AstraZeneca tem eficácia inferior a 10% em maiores de 65 anos.

    Lorenzo Wittum, CEO e presidente da AstraZeneca na Itália, também previu na quinta-feira (24) uma escassez de fornecimento de vacinas no segundo trimestre, com entrega de 180 milhões de doses, em vez das 300 milhões acordadas no contrato, relatou o jornal Corriere della Sera.

    Além disso, Menelaos Pangalos, vice-presidente-executivo da AstraZeneca, afirmou no sábado (20), citando um artigo do jornal The Telegraph, que a UE estava sacrificando vidas ao menosprezar a vacina da empresa, apontando problemas na França, onde funcionários de saúde recusavam vagas de vacinação em sua plataforma de reservas on-line. O artigo referiu também que apenas 64.869 das 736.000 doses da vacina da AstraZeneca tinham sido administradas.

    "Um desses pontos na Europa é a desinformação e a desconfiança. Todo mundo deveria ir com essa vacina, desde que seja segura e eficaz. Não há motivos para não a mudar. As pessoas estão criando problemas para si mesmas e para o resto do mundo", comentou Emanuele Capobianco, diretor de saúde e cuidados na Cruz Vermelha e no Crescente Vermelho, em entrevista ao RT.

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    Coronavírus no mundo no final de fevereiro de 2021 (71)

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    Tags:
    Alemanha, Berlim, Partido Popular Europeu, UE, União Europeia, COVID-19
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