22:52 02 Agosto 2021
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    Coronavírus no mundo no final de fevereiro de 2021 (71)
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    Apesar de ter garantido em contrato com a União Europeia que entregaria 180 milhões de doses ao bloco no segundo trimestre, a AstraZeneca alertou Bruxelas de que ficaria aquém dos compromissos do primeiro trimestre devido a problemas de produção.

    A AstraZeneca admitiu à União Europeia que espera uma queda de mais de 50% nas entregas de vacinas contra a COVID-19 no segundo trimestre, informou a Reuters. A farmacêutica disse ao bloco durante reuniões internas que "entregaria menos de 90 milhões de doses no segundo trimestre", embora o contrato com a União Europeia previsse 180 milhões, de acordo com um funcionário da UE citado pela agência de notícias.

    Além disso, a empresa se planejou para entregar por volta de 40 milhões de doses no primeiro trimestre, também menos da metade da quantidade que estava sob contrato para fornecer, de acordo com a fonte.

    A justificativa da farmacêutica foram problemas em uma fábrica de vacinas na Bélgica administrada pela parceira Novasep.

    "Estamos esperançosos de que seremos capazes de aproximar nossas entregas em conformidade com o acordo de compra antecipada. Estamos continuamente revisando nosso cronograma de entrega e informando à Comissão Europeia semanalmente sobre nossos planos para trazer mais vacinas para a Europa", afirmou um porta-voz da AstraZeneca, segundo a Reuters.
    Turistas e logo da União Europeia em Bruxelas, Bélgica
    © Sputnik / Aleksei Vitvitsky
    Turistas e logo da União Europeia em Bruxelas, Bélgica

    Em um comunicado subsequente, a empresa informou que sua previsão mais recente para o segundo trimestre visa a entrega da quantidade firmada em contrato com a Comissão Europeia.

    "Nesta fase, a AstraZeneca está trabalhando para aumentar a produtividade em sua cadeia de abastecimento da UE e continuar a fazer uso de sua capacidade global para atingir a entrega de 180 milhões de doses para a UE no segundo trimestre", declarou a farmacêutica.

    Um porta-voz da Comissão Europeia que coordena as negociações com os fabricantes de vacinas se recusou a comentar as discussões "confidenciais", mas ressaltou que a UE deverá ter alternativas suficientes para atingir as metas de vacinação se as entregas acordadas com outros fornecedores forem cumpridas.

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    Coronavírus no mundo no final de fevereiro de 2021 (71)

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    COVID-19, pandemia, novo coronavírus, vacina, vacinação, imunizante, União Europeia, contrato
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