Vacinas da Pfizer e Moderna produzem 3 vezes menos anticorpos contra cepa sul-africana, diz estudo

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Seringa e logo da empresa Pfizer - Sputnik Brasil, 1920, 18.02.2021
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Vacinas desenvolvidas pelas farmacêuticas norte-americanas Pfizer/BioNTech e Moderna produzem menos anticorpos contra a mutação do coronavírus surgida na África do Sul, segundo estudos publicados na revista New England Journal of Medicine.
Um estudo de laboratório realizado em conjunto pela Pfizer/BioNTech e especialistas da Universidade do Texas em Galveston, EUA, demonstrou que a neutralização da cepa sul-africana "era mais fraca aproximadamente em dois terços", mas concluiu que "não era certo que efeito" este fato teria na proteção da vacina contra a doença, de acordo com carta dos pesquisadores publicada nesta quarta-feira (17) na revista.

Outro estudo feito pela Moderna e pelo Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas mostrou "reduções em um fator de 2,7" nos títulos de anticorpos neutralizantes contra a variante sul-africana B.1.351, também conhecida como 501Y.V2, e de 6,4 quando confrontados com toda a gama de mutações sul-africanas.

"A proteção contra variante B.1.351 dada pela vacina mRNA-1273 ainda tem de ser determinada", diz o comunicado dos especialistas que realizaram o estudo.

A Moderna anunciou que está desenvolvendo novas vacinas de reforço se necessário. Empresas Pfizer e BioNTech também estão prontas para modernizar sua vacina, de acordo com a Bloomberg.

A África do Sul interrompeu a vacinação com a vacina da AstraZeneca após cientistas anunciarem a baixa eficácia desse inoculante para combater a variante sul-africana. O presidente do país Cyril Ramaphosa tomou a vacina da empresa Johnson & Johnson nesta quarta-feira (17).

A cepa da África do Sul compartilha algumas de suas mutações com a variante britânica conhecida como B.1.1.7. Anteriormente, as autoridades da Saúde da Rússia anunciaram que ambas as vacinas russas contra o coronavírus, Sputnik V e EpiVacCorona, são tão eficazes contra a variante britânica como contra a original detectada primeiramente em Wuhan, China.

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