Oficiais de inteligência europeus estariam temendo ataque vingativo do Irã por prisão de diplomata

© AP Photo / Virginia MayoPoliciais belgas patrulham tribunal em Antuérpia onde o ex-diplomata iraniano Assadollah Assadi foi julgado
Policiais belgas patrulham tribunal em Antuérpia onde o ex-diplomata iraniano Assadollah Assadi foi julgado - Sputnik Brasil, 1920, 05.02.2021
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Autoridades de inteligência europeias esperam que um ataque possa ser realizado pelo Irã como ato de vingança pela sentença de prisão de um diplomata iraniano na quinta-feira (4).

Um tribunal em Antuérpia, na Bélgica, condenou o diplomata iraniano Assadollah Assadi a 20 anos de prisão, após ter sido considerado culpado por planejar ataque com bomba em Paris em junho de 2018. Supostamente, o ataque deveria acontecer enquanto decorreria o Conselho Nacional de Resistência ao Irã, um grupo dissidente exilado, informa o Business Insider.

Assadi e outros três réus, alguns com dupla cidadania europeia, foram julgados após as polícias francesa, alemã e belga terem desvendado plano deles ao apreenderem explosivos que os julgados estariam transportando.

"Assadi é parte da Força Quds", informou um oficial da Inteligência belga sob anonimato, que trabalha disfarçado de diplomata no Oriente Médio. A Força Quds é uma extensão do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica.

"Coletamos inteligência explícita, provando que Assadi foi responsável por operações contra dissidentes iranianos na Europa, aproveitando-se de seu posto em Viena para base de operações", sendo esta a razão por que os procuradores não consideraram imunidade diplomática para Assadi.

"Porém, nossa certeza sobre seu papel poderá confirmar que os iranianos verão a prisão de Assadi como algo além da aplicação da lei comum, podendo entender o que está se passando antes como uma operação contra os iranianos, pelo que poderiam responder de forma agressiva, tal como Assadi nos ameaçou", citado pela mídia.

O militar belga contou ao Business Insider que a segurança em determinadas zonas da Europa será examinada, e em alguns casos até aumentada. Cidadãos belgas vivendo no Líbano, Iraque, e em outras partes do golfo Pérsico já foram informados sobre possíveis ameaças à sua segurança.

De igual modo, oficiais de inteligência já se encontram preparados para um possível aumento de sequestros de cidadãos estrangeiros vivendo no Irã.

Perante tais ameaças, um ex-militar de inteligência israelense advertiu que "os iranianos nunca blefam com coisas como essa".

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