17:10 20 Setembro 2021
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    No passado fim de semana, a cotação do bitcoin superou a meta de US$ 45.000 (R$ 236.000) pela primeira vez desde maio.

    Apesar do retrocesso nesta segunda-feira (9), logo depois a criptomoeda se recuperou e agora vacila à volta de US$ 46.000 (R$ 241.000), segundo dados do portal CoinDesk.

    Em 21 de julho, a moeda virtual estava por debaixo dos US$ 30.000 (R$ 157.000). Deste modo, em três semanas aumentou seu valor em mais de 50%.

    Vários especialistas consideram que não se trata de uma flutuação, mas do início de um crescimento prolongado.

    Assim, Mike McGlone, estrategista sênior de matérias-primas da Bloomberg Intelligence, opina que o bitcoin poderia superar seu máximo histórico de US$ 64.829 (R$ 340.000) nos próximos meses.

    Por sua parte, o fundo de gestão de ativos Autonomous Capital Management considera que o valor do bitcoin poderia chegar aos US$ 100.000 (R$ 524.610), mas enfrenta vários desafios em seu caminho a esta taxa. Em uma nota publicada na terça-feira (3) no portal Seeking Alpha, a empresa liga tal desenvolvimento a seu papel-chave como reserva de valor ante a crescente emissão de divisas tradicionais.

    "O que levará o bitcoin dos US$ 40.000 [R$ 209.840] aos US$ 100.000 [R$ 524.610], e mais, será sua adoção mais rápida por parte dos investidores institucionais como reserva de valor", indica a companhia, ressaltando que assim se restringiria sua volatilidade. Ela estima que, se a ponderação do ativo nas carteiras dos investidores for equivalente à do ouro, poderia chegar aos US$ 112.000 (R$ 587.560).

    Adicionalmente, o analista sênior da operadora de ativos 8848 Invest, Viktor Pershikov, embora otimista sobre as perspectivas do bitcoin, prevê um aumento consideravelmente mais lento.

    "Um maior crescimento de preços é bem possível para além disso, mas será acompanhado de correções e levará tempo, já que a ausência de um grande número de posições de margem não dá a possibilidade de disparos bruscos", disse o especialista ao portal financeiro russo RBC.

    Sugere-se que em agosto a criptomoeda alcançará o nível de US$ 40.000-50.000 (R$ 209.840-262.300), ela crescerá até os US$ 55.000 (R$ 288.540) em outubro e até o final do ano atingirá um novo máximo de entre US$ 70.000 (R$ 367.230) e 80.000 (R$ 419.690).

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    Tags:
    criptomoeda, bitcoin, economia, mercado
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