20:45 22 Outubro 2021
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    EUA poderiam implantar uma rede de mísseis de ataque de precisão perto da China para reforçar sua dissuasão convencional do gigante asiático, escreve portal Nikkei Asia.

    Os mísseis fazem parte de um plano de investimento que o Comando do Indo-Pacífico dos EUA apresentou este mês ao Congresso e que supõe um gasto de US$ 27,4 bilhões (R$ 155,5 bilhões) na referida região ao longo dos próximos seis anos.

    O documento citado pelo portal adverte que "o maior perigo para o futuro dos EUA continua sendo uma erosão da dissuasão convencional".

    "Sem uma dissuasão convencional válida e convincente, a China é encorajada a tomar medidas na região e globalmente para suplantar os interesses dos EUA. À medida que o equilíbrio militar no Indo-Pacífico se torna mais desfavorável, os EUA acumulam riscos adicionais que podem encorajar os adversários a tentar unilateralmente mudar o status quo", diz documento.

    O plano do comando dos EUA apresenta como elemento central "redes de ataque de precisão de alta sobrevivência ao longo da primeira cadeia de ilhas", que inclui Taiwan, Okinawa e as Filipinas e que a China considera como a primeira linha de defesa. Isso significaria o uso ampliado de baterias terrestres com mísseis convencionais.

    Mísseis implantados em Bases Avançadas Expedicionárias poderiam formar um muro virtual contra a China
    Mísseis implantados em Bases Avançadas Expedicionárias poderiam formar um muro virtual contra a China

    China é forte em mísseis terrestres de alcance intermediário. Enquanto Pequim possui um arsenal de 1.250 destes mísseis, de acordo com o Pentágono, os EUA não têm nenhum.

    A proposta ainda será discutida com os legisladores e com países que estariam envolvidos em sua realização.

    A China tem se oposto às tentativas dos EUA de implantar escudos antimísseis em países aliados, especialmente na Coreia do Sul.

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    Tags:
    Indo-Pacífico, escudo antimísseis, Taiwan, China, EUA, tensão militar
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