08:47 01 Março 2021
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    EUA ainda não testaram nenhum de seus dois mísseis hipersônicos que estão atualmente em desenvolvimento, mas o país está elaborando planos cada vez mais vastos para colocar em serviço a nova arma revolucionária.

    Rússia e China, por sua vez, já têm mísseis hipersônicos em serviço.

    Pentágono planeja começar a preparar sua primeira unidade do Exército para introduzir armas hipersônicas no final deste ano, mesmo não tendo o Exército americano um míssil hipersônico funcional, nem uma plataforma de lançamento em estado operacional, para unidades terrestres.

    Tenente-general L. Neil Thurgood, diretor de Aquisições Rápidas, Espaço, Energia Direcionada e Armas Hipersônicas, disse ao portal Defense News que "até ao final deste ano fiscal, que termina em setembro, todos os equipamentos de que a unidade precisa, bem como a [necessária] formação, serão proporcionados à unidade".

    O portal observa que, enquanto a unidade será capaz de treinar para operar a arma, um míssil capaz de ser lançado não será entregue à mesma até pelo menos o ano fiscal de 2023.

    Thurgood informou ainda sobre o processo de desenvolvimento de uma base industrial para produção de armas hipersônicas, que para o Exército será chefiada pelas empresas Dynetics e Lockheed Martin. Esta última já está trabalhando com a Força Aérea no desenvolvimento de um míssil hipersônico de lançamento aéreo.

    Sargento Jacob Puente, do 912º Esquadrão de Manutenção de Aeronaves, alinha a fixação do AGM-183 na asa de um B-52H na Base Aérea de Edwards
    Sargento Jacob Puente, do 912º Esquadrão de Manutenção de Aeronaves, alinha a fixação do AGM-183 na asa de um B-52H na Base Aérea de Edwards

    Dynetics está empenhada na construção da fuselagem planadora – um veículo hipermanobrável sem motor que se separa do míssil, mas usa sua velocidade, acima de Mach 5, ou seja, superior a 6.125 km/h, para se aproximar do alvo muito mais depressa do que um míssil balístico comum.

    Suas velocidade e manobrabilidade os tornam difíceis de detectar e ainda mais difíceis de interceptar, embora a Rússia tenha afirmado que seu sistema de defesa antiaérea S-500 Prometei é capaz derrubá-los.

    Ao contrário da Rússia e China, atualmente os EUA não possuem nenhuma arma hipersônica pronta para uso.

    Várias estão em fase de desenvolvimento, incluindo o AGM-183A Arma de Resposta Rápida de Lançamento Aéreo (ARRW, na sigla em inglês) e o míssil hipersônico experimental HAWC, desenvolvido conjuntamente pela Lockheed Martin, Raytheon e Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA, na sigla em inglês).

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    Tags:
    S-500, Rússia, tecnologia militar, EUA, sistema de defesa antiaéreo, armas hipersônicas
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